Aqui se conta sobre a infância, juventude e vida adulta de Aristóteles, de seu profundo interesse pela natureza e a vida em geral, não apenas a humana e o mundo das ideias.
O filósofo foi grandemente estimulado para o conhecimento desde pequeno, pelo pai médico, a quem auxiliava até mesmo em algumas cirurgias praticadas então.
Mais tarde, impedido de assumir a Academia de Atenas e substituir seu mestre, Platão, por ter aceitado educar o adolescente Alexandre, filho de Filipe, imperador da Macedônia, o filósofo tenta incutir no jovem ideias e ideais muito além da cultura guerreira que se oferecia aos príncipes na Antiguidade.
A prosa de Lyon é clara, vigorosa e sensual desde o primeiro parágrafo. Se não é um livro apaixonante, ao menos é capaz de manter nosso interesse ao longo de suas 248 páginas.
A bela capa do livro é curiosa: uma mão afagando um cavalo. Ela remete não para Alexandre, mas para o príncipe Arrideu, seu meio-irmão, que tinha deficiências intelectuais e motoras.
O instrutor de Arrideu, aconselhado por Aristóteles, passou a fazer exercícios físicos com o garoto e o cavalo e eles produziram resultados animadores. Esta é uma bela história que Annabel Lyon nos conta aqui.
O Filósofo e o Imperador é, sobretudo, um livro para quem aprecia História e histórias. Algumas histórias mínimas, outras desconhecidas.
Lido entre 23 e 31/03/2013.