Ao leitor de poesia cabe degustar a importância das figuras de linguagem e ao ler Carlos Francisco Freixo vai descobrir mil maneiras novas, bonitas e diferentes de dizer o real pelo figurado, muitos cacófatos, muitos sussurros que a gente pensa, sente e canta, contudo cheio de inspiração e técnica: “O sol debulha cascalhos sobre o asfalto/nuvens suavizariam nossos dias./Seis bilhões de humana esperança,//Votou na esperança/e voltou desempregado.//A terra é farta/mas ao povo falta”. Enfim, “que a Fauna não vive um retrato na parede”. Em segundo lugar, nos surpreende pela ilustração feita por Débora Salomão dos Santos, que soube captar o fluxo e refluxo das ondas de cada poema. Em cada página uma paisagem pincelada de sortilégio captada do “eu poético”, da metáfora esfericamente aberta. Mas tudo com a certeza “indiscutível: temos muito para acordar!”
Cacófatos Histéoricos -
Carlos Francisco Freixo
Assisgraf
2006
135 páginas
4h 30m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
Estatísticas
Avaliações
2.7 / 3- 5 estrelas0%
- 4 estrelas33%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas67%
- 1 estrelas0%