Abelardo e Heloísa -

    Jeanne Bourin

    Difel
    1981
    187 páginas
    6h 14m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    "Havia nesse tempo em Paris uma jovem chamada Heloísa." Graças a esta pequena frase, escrita mais tarde por Abelardo, entra na galeria dos amores ardentes uma das criaturas mais extraordinárias de todos os tempos. Pode ser chamada de 'a mulher que inventou o amor', pois se ergueu, como um facho, no início do século que transformou o sentimento amoroso em paixão. Nascida com este século (1100 ou 1101), a bela estudante do convento Notre-Dame viveu totalmente, na carne e na alma, a embriaguez e as dilacerações dessa descoberta soberba mas perturbadora, que iria subverter a ordem do amor humano. Arrastados pela mesma atordoante espiral, ABELARDO e HELOÍSA permaneceram como testemunhas exemplares da prodigiosa revolução de costumes produzidas na aurora desse décimo segundo século que foi, na realidade, a nossa verdadeira Renascença.

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    Fabi Copetti23/02/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Devoção

    Esse livro traz Heloísa contando a história do amor por Abelardo. Eu diria da devoção dela por ele que levou a situações inimagináveis. Eu ainda estou impressionada com a leitura, procurando textos sobre Abelardo e suas ideologias, lendo A História de Minhas Calamidades (uma carta autobiográfica de Abelardo para um amigo). Abelardo entrou para a história como grande filósofo e pensador do século XII (vou começar a estudar sobre ele agora). Mas o livro é mais sobre Heloísa, uma órfã criada pelo tio para ser a mulher mais inteligente do seu tempo, que se entrega completamente ao amor pelo grande e admirado professor da época. Eles sofrem as consequências desse relacionamento e continuam ligados pelo resto da vida, em um laço que eu ainda estou processando e tentando entender. Devoção, renúncias, abandono, entrega, lealdade, arrependimentos, fé e muitos outros desafios e provações conduzem os dois a uma vida "unida" na distância e na culpa. É um livro denso, mas que também gera muita curiosidade sobre os estudos de Abelardo (Não quero ser filósofo, se for preciso, para tanto, que eu me revolte contra São Paulo. Não quero ser Aristóteles se, para isso, eu precisar separar-me de Cristo). Seus tratados foram condenados pela Igreja. Segundo este livro, dezessete proposições retiradas de suas obras foram julgadas no Concílio de Sens em 1140. Quatorze foram consideradas heréticas após a intervenção de São Bernardo de Claraval, no que parece ser um embate importante para a Igreja Católica (ainda estou pesquisando sobre isso). Bem, sei que foi uma leitura muito interessante e que está abrindo caminhos para outras. Eu retirei muitos ensinamentos dessa história e um deles me tocou bastante: Não deveis apenas arder como carvão, mas, como lâmpada, deveis, ao mesmo tempo, arder e alumiar.

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