Muito se fala sobre o lado cor de rosa do amor, mas poucos têm coragem de expor a sua intimidade. Talvez ainda não estejamos preparados para lidar com o lado secreto, libertino, devasso e sórdido da alma humana. Marypop, com sua linguagem densa e ao mesmo tempo leve como uma poesia, consegue introduzir paixão, amor e erotismo a cada encontro sexual que narra em suas histórias. A autora mostra que o pequeno espaço de uma cama pode ser o campo mais largo e determinante para o destino da humanidade. A proposta é ousada. Os contos de Marypop nem sempre têm início e fim. O livro “Olhobservando” instiga a atenção de vários olhares: um olhar que desnuda, um olhar que capta detalhes, um olhar que reconhece fragilidades, um olhar que discrimina o doentio do saudável e que não hesita em afirmar que fazer sexo com prazer, desejo com paixão e sedução, faz qualquer olho brilhar. O olhar que se vê no outro olhar, este é o olhar da alma. Ao terminar o livro você não ficará satisfeito. Vai querer mais, vai desejar continuar “olhobservando”. ILDO MEYER
