Publicado pela primeira vez em 1959, na Inglaterra, o clássico A teoria do crescimento da firma, da economista norte-americana Edith Penrose, é finalmente traduzido para o português, tornando-se leitura obrigatória para administradores, economistas e empresários. Ao entender as firmas como conjuntos de recursos humanos dedicados à lucrativa produção de bens e serviços, a autora ressalta a importância do investimento em pesquisas tecnológicas facilitadoras de redução de custos e diversificação de atividades e produtos, por meio das quais se torna possível eliminar obstáculos ao crescimento das empresas. Condição de sobrevivência para as firmas, o crescimento fundamentado em pesquisas tecnológicas tende a ocorrer de forma segura, inserido em áreas de especialização e competência que conformam as bases tecnológicas das produções industriais.
A teoria do crescimento da firma -
Edith Penrose
O clássico do crescimento!!!
Publicado na Inglaterra em 1959, o livro continua atual. Aliás, faz muito mais sentido nos dias atuais. Nas últimas décadas, houve um crescimento na abertura de novas empresas e um maior desenvolvimento econômico mundial. O livro nos apresenta visões de como empresas podem crescer de modo ordenado baseado em fatores como: fusões, aquisições, aportes financeiros, recursos internos (guardem esse ponto). Em 1959, Edith Penrose, publicou essa obra que virou pilar fundamental para empresas de todos os portes. Com leitura densa e linguagem pesada, não é uma leitura rápida. Eu, por exemplo, demorei cerca de quatro meses para concluir a leitura. Apesar da linguagem técnica, em nenhum momento quis abandonar o livro, pelo contrário, os assuntos abordados, são de grandes aprendizados. Qual é a grande inovação trazida de Penrose para a economia nos tempos atuais? 1. Capacidade de avaliar os motivos pelos quais as pequenas firmas/empresas não conseguem crescer; 2. O foco que devemos dar aos recursos internos da firma/empresa. 1.1. Penrose faz várias críticas as burocracias impostas por governantes e pela formação de monopólios de grandes empresas. Além disso, afirma que, pequenas empresas não conseguem obter melhores ferramentas para análise de dados, e não possuem a melhor mão de obra do mercado. Tudo isso causa o que Penrose chama de limite de crescimento. 1.2. Afirma também que pequenas empresas possuem duas grandes vantagens: tomada de decisão mais rápida e aproveitar nichos de mercados não explorados pelas grandes. 2.1. Para Penrose, fatores internos à firma como: funcionários, poderio financeiro e processos, hoje são fundamentais para uma expansão, fusão ou aquisição. E que infelizmente, são poucas as empresas que conseguirão ter acesso aos melhores recursos. Diferente do que muitos gurus falam, não é apenas boa vontade e trabalho duro que te faz montar uma grande empresa. Penrose deixa claro que existem leis econômicas e após a leitura do livro, ficará ainda mais claro os motivos que levam as pequenas empresas fecharem as portas em pouco tempo. Volto a ressaltar: foi publicado em 1959!!!
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