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    Grotão do café amarelo (O Homem e a Terra #2) -

    Francisco Marins

    Escrituras
    2006
    319 páginas
    10h 38m
    ISBN-10: 8575312111
    Português Brasileiro
    4.2
    14 avaliações
    Leram28Lendo2Querem38Relendo0Abandonos2Resenhas1
    Favoritos1Desejados38Avaliaram14

    Com este livro, Francisco Marins dá continuidade à narrativa desenvolvida em Clarão na serra, abrangendo o período de 1889 a 1904, e mostrando o homem já fixado no lugar, preparando-se para ampliar as áreas de cultivo do café. O livro mistura o plantar e colher dos frutos à tentativa de sobrevivência numa típica cidade do interior, com seus aspectos tradicionais e característicos. As experiências do soro antiofídico, que viria a salvar milhões de vidas, por Vital Brasil, no ambiente real em que aquele cientista fez as primeiras experiências com as cobras. Bandidos, homens rudes, mulheres valentes, lendas e costumes, misturam-se na narrativa. Foi um período culminante na chamada “corrida do café”, um período que o Brasil teve de importar arroz e feijão, já que só plantava café.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Adilson Vaz dos Reis  picture
    Adilson Vaz dos Reis 27/06/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “Na hora de Tomar café É o café Seleto Que a mamãe prepara Com Todo Carinho Café Seleto Tem Sabor Delicioso Cafezinho gostoso... (...)” Acabei de ler: “ GROTÃO DO CAFÉ AMARELO” – Francisco Marins – 1° Edição – 1964 – 296 páginas - Melhoramentos. O Segundo volume de um romance histórico de uma saga de quatro. Primeiro- Clarão da Serra – 1962; terceiro - ... E a Porteira Bateu !. 1968 – Atalhos Sem Fim – 1986 é o último. Francisco Marins (1922- 2016) já era um escritor consagrado quando publicou essa série. Mas antes, muitos dos seus livros possuíam uma temática infantil e juvenil, capaz de prender o leitor do começo ao fim, com uma linguagem simples que mistura ficção e realidade de fatos históricos com a maestria dos grandes escritores como José Mauro de Vasconcelos e Guimarães Rosa, trazendo as coisas simples do campo e da vida interiorana. Escrito em dez capítulos, mas poderia ser mais. Em muitos momentos parece – nos que estamos assistindo uma novela “ Das Seis”, essas que a TV Globo faz muito bem. Seguindo uma ordem cronológica, o livro retrata o início do apogeu das plantações do café no final do século XlX, mas precisamente 1889-1904. Com isso, os conflitos da época como a Guerra da Armada que mais tarde desemboca a Revolução Federalista são panos de fundo para uma trama que tem como cenário uma cidade fictícia chamada Santana, onde jornalistas e políticos se debatem e travam suas lutas. Desde a expansão Ferroviária no noroeste do Brasil até questões sobre o fim da escravatura em 1888, criam um ambiente que mais tarde confluem para decadência das grandes Fazendas de café. O Café amarelo é um grão em alta e uma inovação para as plantações e trazia muitos benefícios para os novos assentados, agora não mais escravos e sim colonos como os italianos e os bugres locais, que davam força a essa nova monocultura. Mas e depois? Como o café entrou em crise? O livro procura responder essas perguntas, revelando os erros cometidos pelo Estado e por quem mais deviam zelar por essa riqueza no Brasil. Uma crise que atingiu a região do Vale do Paraíba e Vale Histórico como : Bananal; Areias; Lorena; Taubaté e mais tarde chega às terras roxas do noroeste paulista. Seus personagens vivem como podem, se alegrando com festas típicas do interior, com seus usos e costumes frente a uma nova geração tecnológica que se forma no início do século XX. Manequinho e Damião são esses personagens que de forma violenta e trágica escreve uma história cheia de dor e desesperança. Mas o leitor terá que ler o livro para descobrir suas sagas e seus dramas. São várias histórias que entrelaçam entre si e vão dando escopo ao romance escrito na 3ª Pessoa , algo difícil de fazer, é preciso ser um mestre na arte da escrita e Marins conduz de forma elegante, usando uma linguagem simples e cabocla daquele período. Aos poucos, o leitor vai torcendo pelos personagens e participa junto com esses desbravadores que ajudaram a construir o Brasil. Quem viveu a sua meninice dos anos 70 sabe o que era entrar em um cinema para ver um filme e, antes da sessão começar, via-se um grupo de crianças por volta do seis a oito anos de idade de mãos dadas descendo uma plantação de café cantando um “single” da empresa Café Seleto. Todos em coro e felizes como só as crianças sabem ser. Ainda hoje, tomamos nosso cafezinho gostoso e não temos a mínima ideia de quem foram os primeiros exploradores e agricultores dos grãos que já valeram ouro no Brasil. Quem foram os Barões do Café que abandonaram suas fazendas e deixaram no nosso paladar um aroma de terra e sangue. Francisco Marins (escritor, jornalista e advogado de Pratânia – SP) sabia disso, por isso ele tem muito a nos contar. #grotaodocafeamarelo #franciscomarins #cafeamarelo #romancehistorico Adilson Vaz dos Reis Junho de 2023

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    4.2 / 14
    • 5 estrelas57%
    • 4 estrelas21%
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    • 1 estrelas7%
    Francisco Marins profile picture

    Francisco Marins

    Francisco Marins, natural de Pratânia, SP, passou seus primeiros anos numa pequena propriedade rural, em contato com a terra e com a cultura do café. Como homem de empresa, dedicou-se aos problemas do livro e à causa da valorização e divulgação da leitura, exercendo a presidência da Câmara Brasileira do Livro e da Academia Paulista de Letras. Criou, na cidade de Botucatu (interior de São Paulo), o “Convivium ― Espaço Cultural Francisco Marins” e o “Clubinho Taquara-Póca”, que visam promover o interesse pela vida rural, natureza e ecossistema. Em Pratânia, onde existe uma biblioteca com seu nome, desenvolveu amplo projeto cultural: “Taquara-Póca e Prata Antiga”, uma espécie de Pica-pau amarelo lobatiano. Autor da série de livros infanto-juvenis sobre a fazenda Taquara-Póca, assim como de romances de caráter histórico, tendo por cenário o interior do Brasil durante a época de seu desbravamento. Formulou a idéia de contar em seus livros sobre a vida do interior e, também, sobre a epopéia de integrar o território, as passadas sertanistas, as bandeiras, a lenda dos Martírios, bandeirismo, bandeiras fluviais, Expedição Langsdorff, etc. Traduzido em quinze idiomas, recebeu prêmios e distinções literárias, como a indicação ao prêmio internacional Hans Cristian Andersen, prêmios da Academia Brasileira de Letras, União Brasileira de Escritores, Prefeitura Municipal de São Paulo, Jabuti, Pen Club de São Paulo, Calipso e Lourenço Filho. Tem seu nome em verbete na Oxford Children’s Literature e é o único escritor brasileiro a figurar na famosa coleção européia Delphin, que reúne clássicos de literatura juvenil de todo o mundo.

    27 Livros
    22 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Francisco Marins