Cultura ou lixo?
O conceito de cultura é demasiado amplo, não depende do prestígio da crítica, nem do selo de qualidade dos consumidores mais exigentes. Cultura abrange toda a expressão humana de um povo, algo que parece ser ignorado pelo autor do livro, já que a “cultura” sobre a qual ele discorre é apenas artes plásticas, ele apresenta comentários pouco convincentes do porquê disso, algo como: “sintomático do prestígio e domínio das artes plásticas sobre a cultura contemporânea é o modo imperativo como ela se fez assimilar pelas demais artes”… uma só expressão artísticas exercer “domínio” sobre todas as demais faz sentido para vocês? (Pergunta franca) Além disso, não se trata de uma leitura para iniciantes. Eu, que sou um inteiramente leigo sobre pinturas, sofri depois do primeiro capítulo para acompanhar o livro, o autor cita e referencia inúmeros artistas e obras de artes desconhecidas à grande massa, talvez se tivesse ilustrações –afinal, isso devia ser imprescindível a um livro sobre pinturas– ajudasse. No entanto, o primeiro capítulo do livro é bastante animador. A body art é explicada e as obras de artes são explanadas quase em forma de narração, seria ótimo se todo o livro continuasse nessa pegada, o que infelizmente não acontece.
