William Joseph Kennedy
Além de mais de dez romances, o norte-americano William Kennedy escreveu peças de teatro, livros infantis e foi roteirista de filmes como Cotton Club, de Francis Ford Coppola. Em 1984, ganhou o prêmio Pulitzer de literatura por Ironweed, que Hector Babenco levou ao cinema. É integrante da American Academy of Arts and Letters. Para o escritor norte-americano T.C. Boyle, “Kennedy tem o poder de observar detidamente o passado, enchê-lo de vida e torná-lo incontornável”. Para Jonathan Franzen, trata-se de “um escritor americano insubstituível”.
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Formalmente, Kennedy sintetiza algumas tendências mais interessantes da ficção dos Estados Unidos no século XX. A associação mais imediata deve ser feita com os escritores da chamada Geração Perdida, composta de americanos radicados em Paris na década de 20, como Scott Fitzgerald, Sinclair Lewis e, sobretudo, Ernest Hemingway. Assim como Kennedy, o autor de O sol também se levanta era um gênio na arte de criar heróis que tentam evitar a derrota até o fim, e igualmente magistral na criação de diálogos ágeis e certeiros que ajudam a exprimir o sentimento de desolação dessas figuras.
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É possível traçar relações também com a leva seguinte de autores, os filhos da Depressão, como John Steinbeck (com a diferença de que Kennedy nunca trata seus personagens com condescendência) e Thomas Wolfe, e com os lampejos católicos de Flannery O’Connor. Há ainda pontos em comum com os contistas que radiografaram a classe média a partir dos anos 50 – John Cheever, Richard Yates e Raymond Carver.