É difícil traduzir o quanto este livro me tocou. O mais incrível foi que durante a maioria das suas páginas ele parecia uma aventura interessante, mas com algumas coisas já conhecidas. Mas, nos últimos capítulos, o autor nos surpreende de uma maneira tão incrível que, devo confessar, deixou os meus olhos cheios de lágrimas.
Essa resenha farei diferente, sem pontos positivos ou negativos, como vocês podem reparar eu dei a nota máxima para este livro, logo ele praticamente só teve coisas boas.
Onde habitam os dragões começa em Londres, na primeira guerra mundial. John, Jack e Charles acabam se envolvendo com um homem estranho: Bert, que diz que John é o guardião de um livro: O imaginarium geographica. Mal eles imaginavam que isso os colocaria em perigo e em pouco tempo já estariam fugindo de criaturas assustadoras e refugiando-se em um barco especial: O Dragão Índigo.
Este navio é capaz de atravessar os mares que separam o mundo normal do arquipélago dos sonhos, um lugar habitado por lendas e criaturas do imaginário.
Elfos, anões, texugos falantes, lendas arturianas e mitologia grega vivem em paralelo neste universo.
Assim, eles embarcam numa aventura para salvar este mundo, ameaçado por um homem maligno: O rei do inverno.
Este livro pode ser lido de duas maneiras:
1. PAra as pessoas que não tem muitos conhecimentos sobre mitologia e literatura fantástica: É uma aventura interessante, repleta por lutas e criaturas incríveis.
2. PAra os fãs de fantasia e mitologia: Essa é a verdadeira viagem pelo mundo criado por James Owen. Cada personagem citado traz lembranças boas ao leitor. Encontrar Nemo, criaturas mitológicas gregas, nórdicas e muito do universo de Senhor dos Anéis e Nárnia. Tanto que por um momento pensei que o autor exagerou nas referências até chegar no final.
Nas últimas páginas toda a magia acontece e descobrimos como poucas palavras são capazes de evocar emoções profundas.
Eu raramente dou a nota máxima para livros. Esta nota é reservada a obras que mexem profundamente comigo, como Memórias Póstumas de Bras Cubas, Senhor dos Anéis e Primeiras Estórias. Eu encontrei isto neste livro.
A única coisa que me incomodou foi uma tradução: usaram o termo mano-a-mano para corpo-a-corpo. Acho que esse termo não combina muito para batalhas épicas de espada.
Recomendo muito este livro!