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    Augusto Meyer - Ensaios Escolhidos

    Augusto Meyer

    José Olympio
    2007
    286 páginas
    9h 32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.3
    3 avaliações
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    Favoritos0Desejados35Avaliaram3

    No livro 'Augusto Meyer - Ensaios escolhidos', recolhem-se alguns, dentre os centenas que o autor deixou para a posteridade, dos mais brilhantes ensaios sobre literatura escritos no Brasil no século XX. O gaúcho Augusto Meyer (1902-1970) começou como poeta e, como poeta, é autor de um livro 'Poemas de Bilu' (1929). Dois ou três anos depois de publicá-lo, fez um voto de não mais escrever poesia, voto que felizmente rompeu no fim da vida, para nos dar pouco mais de uma dúzia de belíssimos poemas. Seu livro 'Segredos de infância' (1949) colocou-o entre os grandes memorialistas brasileiros. Como ensaísta, e dos maiores que jamais tivemos, não escondia que, entre seus temas prediletos, estavam Machado de Assis, a quem dedicou, em 1935, um livro luminoso, hoje clássico na edição ampliada e enriquecida de 1958, Camões, sobre cujos versos se debruçou apaixonadamente, e os autores e as tradições do Rio Grande do Sul, que conhecia como poucos, e que resumiu numa obra que não pode faltar na estante do estudioso, o 'Guia do folclore gaúcho' (1951 e 1975). Seu campo de interesse era, porém, amplíssimo, e disso nos falam os textos incluídos neste volume, que vão de Homero a Manuel Bandeira, da Rússia a Porto Alegre, de Heine a Castro Alves, sem esquecer Shakespeare, Almeida Garrett, Eça de Queiroz e Rimbaud, sobre cujo poema 'Bateau Ivre', escreveu um pequeno livro, com o mesmo nome, definitivo. Não faltam em nenhum desses ensaios o poeta, o scholar exemplar e o fino crítico literário que se somavam em Augusto Meyer. Cada uma de suas páginas é uma lição de como escrever prosa. Dada por quem sabia de verdade ser conciso, sem deixar de ser profundo, nítido e harmonioso.

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    Ruan dos Santos Machado27/05/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma verdadeira Obra Príma, uma péssima Edição

    Um livro erudito feito de forma que restringiu o público leitor a pessoas intelectualmente letradas, pois percebi que havia no minimo umas três línguas, textos interrompidos por notas que poderiam ficar melhores no fim da página e nos tirando atenção notas de rodapé que na verdade deveriam estar no meio do texto. A edição do livro foi incapaz de criar e estruturar um texto que fosse no mínimo capaz de ser entendido por uma maioria de pessoas que pelo menos tenham completado o ensino médio. Porém, a edição, por excelência da escrita de Augusto Meyer, não tira o teor critico que contém neste livro que deveria estar em estantes de todos os futuros escritores. Meyer, com suas esplendorosas observações, fez com que juntos a ele poderíamos repensar e em alguns casos conhecer e analisar pontos de vistas que passaria despercebidos em nossa curta vida de leitor. Por um momento pensei que o livro foi feito para mim, pois todas as prosas e poemas que contém neste livro condiz com algum momento de minha vida e condiz, no entanto, com algumas perguntas "sem respostas" que fiz pela minha vida. E lendo percebi que são perguntas que não precisam ser respondidas, são "um não sei quê". Por fim, minha última observação seria que com urgência a editora deveria fazer uma nova Edição, com pessoas mais capazes e que prezam uma literatura, de forma que faça com que essa literatura chegue a todos. Pois, pulei parágrafos e mais parágrafos por não entender o francês ou o espanhol que contia naquele paragrafo. Por isso, uma nova edição contendo mais notas de rodapé e mais traduções acompanhadas de seus originais deveriam estar contidas. Sofro por saber que um livro tão bom possa estar estruturado de forma tão abstrata.

    1 curtida

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