Um Discurso Sobre As Ciências -

    Boaventura de Sousa Santos

    Afrontamento
    1996
    58 páginas
    1h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Boaventura de Sousa Santos é sociólogo, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, presidente do Conselho Diretivo do Centro de Documentação 25 de Abril da mesma Universidade, diretor da Revista Crítica de Ciências Sociais e membro da direção da comissão de investigação sobre sociologia do direito da Associação Internacional de Sociologia. Foi professor visitante da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, da Universidade de Sussex, da Universidade de Wisconsin-Madison, da London School of Economics e da Universidade de S. Paulo. Especializado em sociologia do direito e do Estado e em sociologia da ciência, com investigações empíricas realizadas no Brasil, em Portugal e em Cabo Verde, tem publicado numerosos trabalhos, dentre os quais se salientam: Law Against Law: Legal Reasoning in Pasargada Law (1974); Democratizar a Universidade (1975); Da Sociologia da Ciência à Política Científica (1977); The Law of the OppressedÇ The COnstruction and Reproduction of Legality in Pasargada Law (1977); O Discurso e o Poder (1980); O Estado, o Direito e a Questão Urbana (1982); A Justiça Popular em Cabo Verde (1984); On Modes of Production of Social Power and Law (1985); Estado e Sociedade na Semiperiferia do Sistema Mundial: o Caso Português (1985); O Estado, a Sociedade e as Políticas Sociais: o caso das Políticas de Saúde (1987); O Social e o Político na Transição Pós-moderna (1988); Introdução a uma Ciência Pós-Moderna (1989); O Estado e a Sociedade em Portugal (1974-1988)(1990).

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    Guilherme Tonon18/01/2021Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Vendendo pseudociência sob a alcunha de Paradigma Emergente

    Não diria que esse livro foi uma completa perda de tempo porque as duas primeiras partes suscitaram reflexões interessantes; e mesmo a última parte, do paradigma emergente, me serviu como um exercício interessante, quase um jogo, de encontrar falácias, saltos lógicos e respostas para o texto absurdo (não no bom sentido, me perdoe, Camus). A reconstrução da história e da epistemologia da ciência moderna, bem como as críticas ao paradigma dominante e suas limitações foram bem executadas e são mesmo necessárias para que o cientista contemporâneo não perca de vista os limites dos sistemas de conhecimento em que ele está inserido e do saber que ele produz. Porém, quando Boaventura propõe o "paradigma emergente", a narrativa se torna uma mistura de saltos lógicos (aponta uma inconsistência e em seguida tenta forçar uma ideia maluca que superaria essa inconsistência), de defesa do esoterismo e de equiparação de todos os tipos de conhecimento [científico, religioso (haha), poético (hahaha), astrológico (hahahaha) etc.], além de várias outras forçações de barra que é necessário ler para entender. É preciso cuidado e olhar crítico parar abrir as páginas desse livro e deixar que seus olhos percorram suas letras.

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