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    Sem minha filha não vou -

    Betty Mahmoody, William Hoffer

    Best Seller
    1987
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-21: 857123268710987654321
    Português Brasileiro
    4.6
    20 avaliações
    Leram38Lendo1Querem65Relendo1Abandonos0Resenhas1
    Favoritos4Desejados65Avaliaram20

    Mulher moderna e dinâmica, Betty Lover casou-se em 1977 com um médico iraniano residente nos Estados Unidos. O interesse que o dr. Mahmoody tinha por seu país natal reavivou-se depois que o aiatolá Khomeini subiu ao poder, e ele insistiu em levar a filha de 5 anos, Mahtob, e a esposa americana para conhecerem sua família, em Teerã. As duas semanas de férias se tornaram um pesadelo """ quando o médico - cada vez mais despótico e aparentemente insano - não quis mais voltar e forçou a permanência da mulher numa terra estranha e hostil. Pelas leis islâmicas, Betty não podia abandonar o marido nem fugir do país sem entregar a filha ao dr. Mahmoody e condená-la a uma vida de escrava, sem dignidade, perspectiva ou respeito. Depois de um ano e meio de terror, Betty encontrou alguém que se dispôs a passar mãe e filha, clandestinamente, pelas montanhas da fronteira entre Irã e Turquia - uma travessia à qual poucos seres humanos se arriscariam. Ao romancear essa história real, o livro registra uma série de observações polêmicas sobre o estilo de vida iraniano, principalmente a tirania legalizada que sofrem as mulheres de lá. Mas fala também da fé de Betty, de sua coragem, da esperança que jamais perdeu, mesmo passando por momentos realmente aterradores. São páginas de pura emoção, para ler quase sem tomar fôlego.

    Resenhas (1)Ver mais
    Marcilene Aparecida Alberton Ghisi picture
    Marcilene Aparecida Alberton Ghisi23/11/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Conflito que gera movimento

    Esta obra retrata, com crueza de detalhes, o quão a Educação pode constituir-se em ferramenta massificadora ou transformadora de uma nação. As repetições, as regras herméticas, o seguir sem questionar, isto tudo é ricamente ilustrado neste livro. É uma história real, vivenciada por esta mulher e sua filha, ambas tendo sido levadas para o Irã, em princípio para férias de duas semanas, as quais transformam-se em um residir permanente, pois o marido e pai, iraniano, não deseja retornar à América, de onde haviam vindo. Como, então, submeter-se a rituais que nada significavam para as protagonistas, de que maneira adequar-se a um modo de vida que podia ser, mesmo, insalubre e, mais ainda, como sufocar desejos e sentimentos dentro de vestes que cobriam corpos e escondiam as almas? Pois: Bety e Mathobe não querem ser subjugadas por leis sem sentido, tampouco aceitam perder sua identidade em um mar de roupas escuras. Elas lutarão, serão espancadas e humilhadas, atravessarão momentos de pânico.... e eu, convido-os a irem com elas ao Irã e, como ambas, exorto-os a tentarem sair de lá nas condições que elas vão impor-lhes. Desejo-lhes sorte e espero que não encontrem a Pasdar pelo caminho. A única arma que posso oferecer-lhes é a frase que o pai de Bety sempre lhe dizia: "Com força de vontade, tudo se consegue!" Com issso, sigam em frente....

    2 curtidas

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    4.6 / 20
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