Le Dernier Jour d'un Condamné -

    Victor Hugo

    Gallimard
    2000
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9782070413102

    Victor Hugo a vingt-six ans quand il écrit, en deux mois et demi, Le Dernier Jour d'un Condamné, roman qui constitue sans doute le réquisitoire le plus véhément jamais prononcé contre la peine de mort. Nous ne saurons pas qui est le Condamné, nous ne saurons rien du crime qu'il a commis. Car le propos de l'auteur n'est pas d'entrer dans un débat mais d'exhiber l'horreur et l'absurdité de las situation dans laquelle se trouve n'importe quel homme à quie l'on vc trancher le cou dans quelques heures. Ce roman - aux accents souvent étrangement modernes - a une telle puissance de suggestion que le lecteur finit par s'identifier au narrateur dont il partage tour à tour l'angoise et les vaines espérances. Jusqu'aux dernières lignes du livre, le génie de Victor Hugo nous fait participer à une attente effarée: celle du bruit grinçant que fera le couperet se précipitant dans les rails de la guillotine. Quiconque aura lu ce livre n'oubliera plus jamais cette saisissante leçon d'écriture et d'humanité.

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    amora ౨ৎ picture
    amora ౨ৎ18/10/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Le dernier jour d’un condamné (o último dia de um condenado.

    A obra clássica O último dia de um condenado, pertencente à literatura francesa e escrita pelo intelectual Victor Hugo, destaca-se entre um dos mais importantes romances do século XIX, em virtude da profunda crítica política abordada ao longo da narrativa. O escritor, buscando criticar a legalização da pena da morte, cria uma história fictícia onde um homem aparentemente comum é condenado e tem seus dias contados. O que torna a narrativa mais enigmática é o fato que, o protagonista evita mencionar o passado, seus erros, e o motivo pelo qual foi julgado, o que influencia ao leitor a criar suas próprias expectativas em relação a obra. Victor Hugo, visando marcar o seu julgamento sobre a guilhotina, utiliza recursos dramáticos para sensibilizar seus leitores sobre tal questão, enfatizando o remorso e a melancolia sentida durante todo o momento pelo condenado, que, por ter que abandonar toda a sua família (principalmente sua filha bebê Marie) se sente ainda mais miserável por ter que morrer, e como o mesmo cita, deixar sua esposa viúva, sua mãe sem um filho, e sua filha sem um pai. A história como um todo serve principalmente como um alerta para conscientizar as pessoas dos efeitos que uma pena de morte reflete no psicológico de um indivíduo da sociedade, independente dos motivos da condenação. Um fator da história que acrescenta um ponto mórbido é, a felicidade das pessoas da cidade ao assistirem o espetáculo da guilhotina, sendo nulas à curiosidade sobre o caráter do homem, sem nem questionar as razões pelo qual ele se encontra em tal estado. O que enfatiza ainda mais o caráter alienado da população da época, que nos remete a algumas ideias presente até hoje na nossa sociedade moderna, como a ideia de “bandido bom, é bandido morto” que estabelece-se como uma fala de extrema ignorância, levando em conta que, sobretudo no país que vivemos, ocorre diversas vezes no cotidiano de pessoas negras serem mortas ao serem julgadas como ameaça à primeira vista, marcando desse modo o racismo presente na sociedade brasileira. O autor também busca mencionar as condições ruins das celas onde os condenados eram mantidos e torturados, o que acrescenta o caráter sensível da obra. A respeito da obra como um todo, acredito que seja crucial para compreender melhor o sistema de guilhotina na França no século XIX e tornamos mais conscientes sobre a problemática da legalização da pena de morte, mesmo quando acreditamos ser beneficente. Recomendo fortemente a obra principalmente para aqueles que buscam aprofundar-se sobre a literatura clássica francesa, já que o Victor Hugo foi e permanece como um dos nomes mais marcantes da literatura mundial.

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