Este trabalho representa uma defesa daquilo que a autora considera a melhor, a mais justa e humana experiência já realizada em mais de quatro séculos com nossos índios: a política da lenta integração realizada pelos Irmãos Vilas Boas em quase 30 anos de trabalho no Parque Nacional do Xingu. O corpo-centro do estudo é um relato minucioso e pessoal do índio sobre sua própria situação e as relações de contato que mantém com os representantes da sociedade nacional. O que certamente é feito pela primeira vez na história da etnologia brasileira. Os Índios de Ipavu é também um oportuno alerta contra a sistemática dizimação das culturas remanescentes.