Tentações do Ocidente - A modernidade na Índia, no Paquistão e mais além

    Pankaj MIshra

    Globo
    2007
    440 páginas
    14h 40m
    ISBN-13: 9788525042989
    Português Brasileiro

    Uma viagem, cinco países e uma profusão de questões que clamam por respostas urgentes. Isto é, em síntese, 'Tentações do Ocidente - A modernidade na Índia, no Paquistão e mais além'. Numa obra que mescla biografia, diário de viagem e relato jornalístico, o escritor indiano Pankaj Mishra fala de um mundo em transformação - no caso, cinco países do Sul da Ásia em sua árdua tentativa de conciliar tradições milenares com as demandas (e tentações) do moderno estilo de vida ocidental. Índia, Paquistão, Nepal, Afeganistão e Tibete compõem o itinerário traçado pelo autor, que descreve o conflito vivido por sociedades ancestrais diante do desafio de se modernizar a toque de caixa, sob pena de perder o bonde da globalização econômica. Com faro político e estilo literário, Mishra registra os paradoxos gerados por esse processo, como o apetite do governo chinês diante a oportunidade de explorar o budismo tibetano como atração turística. Ou o caso da atriz de Bollywood, a Hollywood da Índia, que aposta na nudez como um atalho para a fama, apesar da desesperada objeção do pai tradicionalista. Ou, ainda, a surreal cena de guerrilheiros muçulmanos brincando com crianças Sikhs na Cashemira, pouco depois de uma brutal chacina de Sikhs supostamente executada por guerrilhas muçulmanas. O autor se vale do olhar de viajante curioso para abordar personagens emblemáticos de um tempo de profundas mudanças. Um tempo em que o novo põe em xeque antigos valores. 'Tentações do Ocidente' oferece uma série de narrativas interconectadas, que tocam em temas como democracia, religião e terrorismo no conturbado contexto do Sul asiático.

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    Nivia Oliveira28/02/2021Resenhou um livro
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    O autor Pankaj Mishra é Indiano, viveu na Inglaterra e como jornalista político morou também no Paquistão, Afeganistão, Caxemira, Nepal e Tibete. Sendo assim o livro trata das percepções dele sobre as relações desses países com o Ocidente. O mais interessante é que ele não só entrevistava, mas morava com o entrevistado podendo assim depreender mais do que palavras. Na India o autor era de casta superior, entretanto no Paquistão ele sentiu na pele a pobreza. Ele queria descobrir se todos os paquistaneses/mulçumanos eram fanáticos mesmo um estereótipo na Inglaterra e em outras partes do mundo. Mishra mostra o outro lado da História que culminou com o 11 de Setembro de 2001 (o ataque às torres gêmeas em Manhathan). O livro foi editado em 2007. Eu fiquei surpresa com as informações sobre o Osama Bin Laden! Só de empreender uma viagem ao Paquistão você é considerado suspeito. O autor se arrisca visitando o Aquartelamento, o que eles chamam de “instalações militares sensíveis” onde, de carro, você não pode virar a cabeça para os lados. Destemido, ele vai atrás da história da Jihad e do surgimento dos talibãs, os movimentos fundamentalistas islâmicos. O Paquistão cometeu a loucura de entrar numa guerra que é de outros povos (USA, União Soviética, Afeganistão) , Destaca também a vida opressiva das mulheres, obrigadas a procriar sempre e serem submissas aos homens. Fiquei horrorizada como as mulheres viajam de ônibus: agachadas na parte de trás separadas dos homens. Em suma, o Paquistão se afunda na Fundamentalismo Islâmico porque tem medo da modernidade ocidental: quando mais isolados da tv ou do cinema, menos desejarão. Longe do capitalismo se mantém pobres (quanto mais dinheiro, mais liberal!). Para isso apelam à radicalidade. Achei interessante a discussão sobre a destruição de museus e budas naquela região. (me dá uma dor no coração!) É claro que ficamos tristes pela perda de bens históricos, mas o que deixa os paquistaneses e afegãos irritados é os Ocidentais preocuparem apenas com os saques de esculturas gregas e demolição de “deuses” e não manifestar interesse por eles, que também são PESSOAS com medos e inseguranças porque o Paquistão “visto de fora só parecia capaz de produzir fanatismo...” p. 342

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