Linguagem: dez anos de militância perdidos "Em 1992,nós, do Hip Hop, começávamos a nos organizar. Foram vários convites para várias atividades culturais e políticas. Porém, mesmo que a vontade fosse a mesma, todas aquelas discussões soavam muito distante para nós, com quase nenhum acúmulo político. Então o laço, já frouxo, foi se soltando. A despreocupação da esquerda com o fatode não estamos entendendo tudo que se debatia naqueles grupos, aos poucos foi nos expulsando até que em dois anos nenhum de nós mais resistia às barreiras impostas pela linguagem. Dez anos se passaram ´para que eu entendesse que se eu tinha muito a aprender cpoma esquerda, também tinha uma coisa para ensiná-la: a linguagem é uma poderosa arma na disputa das consciências. E se o nosso inimigotem maior poder de sedução, um dos motivos é que ele não se dirige a ela falando intelectualês, politiquês etc. Numa atividade com estudantes de pré-vestibulares comunitários, percebi que dez anos depois a esquerda insistia no erro. Os debatedores usavam palavras como"intrinsicamente", "empírico","status quo", entre outras mais estranhas ao vocabulário daquela gente. Então fiz uma intervenção cobrando uma linguagem adequada. Quando terminou o debate, fui chamado por uma mulher: "Ô, do Hip Hop. Você já ouviu falar no livro MURALHAS DA LINGUAGEM? Não? Me dá teu contato que eu vou te dar um". Ela me disse que a obra de Vito propunha essa mudanças nas formas de debater política com o classe trabalhadora.Um dia, ela me ofereceu o tal livro. Li e fiquei feliz em perceber que tinha mais gente que entende que a linguagem é uma forma de exclusão" Gas-PA do Coletivo de HipHop LUTARMADA
Dicionário dePolitiquês -
Vito Gianotti, Sérgio Domingues
Edições NPC
2010
288 páginas
9h 36m
ISBN-13: 9788563004017
Português Brasileiro
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