Mais uma vez estou aqui a ressaltar meu carinho especial pela autora Catherine Anderson. Sua narrativa acessível, sempre relatando conflitos humanos, com suas heroínas sofridas e maculadas por traumas ou limitações físicas e seus heróis dotados de uma grandeza de alma contagiante, nunca deixam de me surpreender. Amo entrar em sintonia com seus personagens e captar a sua sutil mensagem de perseverança e redenção. A fórmula é repetitiva, pode ser, mas é completamente viciante.
Sétimo Céu segue o padrão de escrita da autora, contudo é um pouco mais denso do que o usual. É uma história tocante, que relata os fatos trágicos da inocência perdida e o poder curativo do amor.
A heroína, Marilee, é uma mulher que oculta um segredo que devastou sua vida e a afastou do seu primeiro e único amor, Joe Lakota. Dez anos depois, ele está de volta a cidade que ambos se conheceram a vida inteira, e trás consigo o fardo de uma carreira bruscamente interrompida, um divórcio, e um filho de 4 anos cheio de traumas.
O herói é um homem que está determinado a recomeçar sua vida ao lado da mulher que sempre amou. Para isso, ele terá que dosar muita paciência e persistência para derrubar as barreiras existentes no mundo de Marille, leva tempo, mas ele o faz divinamente e de um modo irrevogável. Aliás, uma pausa para falar dos protagonistas masculinos da Catherine Anderson: são divinos, um bálsamo para os corações românticos (deixo de lado a minha preferência por personagens politicamente incorretos e embarco nessa deliciosa fantasia).
Bem, voltando ao livro, na primeira parte, passamos a conhecer uma Marille que sofre de ataques de pânicos e fobias, mas o amor de Joe a transforma profundamente e, na segunda parte, temos uma mocinha completamente diferente. Juntos, eles descobrem que um sentimento tão puro e forte não está destinado a sucumbir a nada (suspiros). Leiam e se deleitam com essa bela história de amor. Adorei.