Eu sou trezentos, eu sou trezentos e cincoenta - Mário de Andrade visto por seus contemporâneos

    Telê Porto Ancona Lopez (org.)

    Agir
    2008
    191 páginas
    6h 22m
    ISBN-13: 9788522007677
    Português Brasileiro

    Edição inédita lançada juntamente com o livro Macunaíma que reúne depoimentos de contemporâneos de Mário de Andrade sobre o poeta modernista.

    Resenhas (1)Ver mais
    Wagner Paulin picture
    Wagner Paulin28/07/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    ELES NÃO TIRAM O SONO DE ROBERTO SIMONSEN

    () 1942 - Em encontro com Fernando Sabino, Mário de Andrade e Antônio Cândido () Fernando defendia Otávio, Antônio o atacava. Eu disse que Otávio de Faria escrevia prolixamento mal e seus romances não questionavam a ordem burguesa, concluindo: “Eles não tiram o sono de Roberto Simonsen”. - figura de proa da alta burguesia industrial de São Paulo. O meu sectarismo elementar era devido ao período de militância bastante radical que eu estava vivendo. Mário escutava, risonho. * Em 1943 Jorge Amado publicou Terras do Sem Fim, que foi uma inflexão em sua obra, por ser menos panfletário e mais compreensivo, inclusive humanizando representantes da oligarquia agrária. Mário de Andrade me disse: “Quero ver se você percebeu uma coisa em Terras do Sem Fim “, mas apesar de minha curiosidade, não explicou o que era. Mais tarde refiz a pergunta e ele disse com certa ironia: “Este livro não tira o sono de Roberto Simonsen”… Antônio Cândido (de Mello e Souza) Eu sou trezentos, trezentos e cincoenta. Rio de Janeiro: Agir,2008. pg 51.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3 / 2
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas50%
    • 1 estrelas0%