() 1942 - Em encontro com Fernando Sabino, Mário de Andrade e Antônio Cândido ()
Fernando defendia Otávio,
Antônio o atacava.
Eu disse que Otávio de Faria escrevia prolixamento mal e seus romances não questionavam a ordem burguesa, concluindo: “Eles não tiram o sono de Roberto Simonsen”. - figura de proa da alta burguesia industrial de São Paulo.
O meu sectarismo elementar era devido ao período de militância bastante radical que eu estava vivendo. Mário escutava, risonho.
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Em 1943 Jorge Amado publicou Terras do Sem Fim, que foi uma inflexão em sua obra, por ser menos panfletário e mais compreensivo, inclusive humanizando representantes da oligarquia agrária.
Mário de Andrade me disse:
“Quero ver se você percebeu uma coisa em Terras do Sem Fim “, mas apesar de minha curiosidade, não explicou o que era. Mais tarde refiz a pergunta e ele disse com certa ironia:
“Este livro não tira
o sono de Roberto Simonsen”…
Antônio Cândido (de Mello e Souza)
Eu sou trezentos, trezentos e cincoenta. Rio de Janeiro: Agir,2008. pg 51.