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    O Profanador (Ficção Científica Europa-América #71) - The Man who Japed

    Philip K. Dick

    Publicações Europa-América
    1984
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-1: 0
    Português
    4
    6 avaliações
    Leram15Lendo0Querem28Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados28Avaliaram6

    The Man who Japed (1956). A guerra e a fome tinham sido abolidas através da Reclamação Moral; a paz e a prosperidade eram a regra - de fato, eram obrigatórias. Comissões de bairro, robots informadores e milícias de jovens esbirros garantiam que toda a gente "gostasse" da Reclamação Moral. Allen Purcell, o novo diretor da Propaganda e Recreação, tinha sempre sido feliz neste mundo. Pelo menos assim o pensava até que entrou na caça generalizada ao profanador louco que andava a pregar partidas insultuosas ao governo. É que nessa busca do escarnecedor herético, Purcell descobriu porovas que o apontavam como culpado. Se era verdade, como é que ele o fizera? E como poderia enfrentar todo o peso de uma sociedade escandalizada se fosse descoberto?

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    Davenir Viganon picture
    Davenir Viganon17/09/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    PKD no seu início, para colecionadores do autor

    "O Profanador" (The man who japed) de Philip K. Dick foi lançado em 1956. É uma obra do início da carreira do autor. Acompanhamos, na história, Allen Purcell o dono de uma agência de propaganda que trabalha para a Telemidia, o único órgão estatal de comunicações na ditadura da Reclamação Moral. Resultado de uma guerra devastadora iniciada em 1987. Esta ditadura religiosa e totalitária, é baseada numa reconstrução pós-guerra com uma vigilância no comportamento ao extremo. Purcell odeia esse mundo que o sufoca mas também almeja um cargo na Telemidia. Então recebe o convite para o cargo de Diretor Geral. Ao mesmo tempo Purcell tem certeza ser o responsável pelas profanações a estátua do Major Streiter, herói da Reclamação Moral. Contudo, Purcell não consegue se lembrar dos momentos em que expressou sua revolta como se estivesse adormecidos, ou então, cobertos pelo medo de ter sua vida nessa sociedade destruída. O livro é uma leitura rápida e mostra o universo utópico-decadente sem muitas inovações, mesmo em 1956, em tempo foi uma primeira tentativa de de Dick de inserir seu humor característico numa novela. O resultado está longe de ser notável como em Ubik, mas ainda sim é um bom trabalho do autor, mesmo abaixo dos seus clássicos.

    2 curtidas

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    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas67%
    • 3 estrelas17%
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    Philip Kindred Dick profile picture

    Philip Kindred Dick

    Philip Kindred Dick, também conhecido pelas iniciais PKD, foi um escritor americano de ficção científica que alterou profundamente este gênero literário. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica e tornando-se um ícone da contracultura. Sua obra é marcada por fantasmagóricas histórias de paranóia e primam pela originalidade. Explorou em muitas das suas histórias temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não heróis galácticos comumente associados a obras do gênero. Sua obra mais conhecida em vida foi <i>O Homem no Castelo Alto</i> (1961), vencedor do Prêmio Hugo de ficção científica. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica. Filho de um funcionário do governo federal, a sua irmã gémea morreu quase à nascença. Os seus pais divorciaram-se quando Philip contava quatro anos de idade. Acompanhou a mãe na sua mudança para a Califórnia, onde estudou, ingressando na Escola Secundária de Berkeley, onde permaneceu até 1945. Matriculou-se então na Universidade da Califórnia, onde estudou Filosofia e Alemão, abandonando o curso para trabalhar como disc-jockey numa emissora de rádio, mantendo, ao mesmo tempo, uma loja discográfica. Começou a escrever nesta época, publicando o seu primeiro conto de ficção científica na revista Planet Stories. Chegou a terminar alguns romances de índole autobiográfica, mas não conseguiu encontrar quem os editasse. Decidiu portanto dedicar-se inteiramente à ficção científica, convicto de que este género poderia melhor abarcar as suas especulações filosóficas. A sua primeira obra publicada foi Solar Lottery de 1955. A ação da obra decorria no século XXIII, num tempo em que a democracia como forma de eleição foi substituída por uma sistema de loteria que decide as funções dos indivíduos na sociedade. No entanto, vem-se a descobrir que a sorte está viciada. Após o aparecimento de obras como Eye In The Sky de 1956, Dr Futurity de 1960 e Vulcan's Hammer de 1960, Philip K. Dick conseguiu ser reconhecido como escritor, sobretudo com a publicação de The Man In The High Castle (O Homem do Castelo Alto) de 1962. O romance recriava um mundo em que a Alemanha e o Japão haviam vencido a Segunda Guerra Mundial. Por ter mantido relações com o Partido Comunista norte-americano, o escritor foi alvo de cuidadosas investigações por parte do FBI e dos serviços secretos da Força Aérea dos EUA. A visão quase paranóica da realidade que Dick demonstrou em muitos dos seus trabalhos não seria portanto de todo infundada. Inspirando-se em ideias do Budismo, Cabalismo, Gnosticismo e outras doutrinas herméticas, e combinando-as com certos aspectos das novas crenças na parapsicologia, extraterrestres e percepção extra-sensorial, o autor criou mundos alternativos nos quais acabou eventualmente por julgar viver. Consumindo drogas em excesso, alegou ter sido contactado em 1974 por uma inteligência alienígena. PKD explorou em muitas das suas obras temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não os normais heróis galácticos de outras obras do gênero. Precursor do gênero cyberpunk, o seu livro Do Androids Dream of Electric Sheep? (Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?) inspirou o filme Blade Runner que, já perto da sua morte por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), serviu como introdução a Hollywood e levou a que outras obras suas fossem adaptadas ao cinema. Os filmes Minority Report: A Nova Lei, O Vingador do Futuro, Screamers: Assassinos Cibernéticos, O Pagamento, Impostor, O Vidente, Os Agentes do Destino e O Homem Duplo, também são baseados em novelas ou contos de Dick.

    162 Livros
    939 Seguidores
    Califórnia, Estados Unidos

    Philip Kindred Dick