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    A metáfora viva -

    Paul Ricoeur, Paul Ricoeur (Em Português)

    Edições Loyola
    2005
    500 páginas
    16h 40m
    ISBN-10: 8515019396
    Português Brasileiro
    3.5
    11 avaliações
    Leram20Lendo6Querem74Relendo0Abandonos2Resenhas1
    Favoritos2Desejados74Avaliaram11

    Para levar a entender todas as implicações da metáfora - especialmente da retórica e das figuras de linguagem -, os oito estudos aqui publicados seguem uma trajetória que vai da palavra à frase e, daí, ao discurso. A retórica, das origens até hoje, sempre tomou a palavra como unidade de referência. Nesse sentido, a metáfora é o deslocamento e a extensão do sentido das palavras. Quando a metáfora é ressituada no quadro da frase, ela deixa de ser uma denominação desviante para se tornar um enunciado impertinente. Émille Benveniste é aqui o autor que permite à análise dar um passo decisivo, a partir da oposição entre uma semiótica, para a qual a palavra é apenas um signo num código lexical, e uma semântica, na qual a frase tem uma significação minimal completa. Ao passar da frase ao discurso propriamente dito (poema, narrativa, discurso filosófico), deixa-se o nível semântico e se chega ao nível hermenêutico. E aqui o que está em questão não é mais a forma da metáfora (como na retórica), nem seu sentido (como na semântica), mas sua referência, isto é, a realidade extralinguagem. A metáfora, em último caso, é o poder de redescrever a realidade, segundo uma pluralidade de modos de discurso que vão da poesia à filosofia. Em todos os casos, falaremos de verdade metafórica .

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    Resenhas (1)Ver mais
    Anália Vitória picture
    Anália Vitória17/01/2026Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Ou é difícil demais ou sou burrinha

    A leitura acadêmica mais difícil que eu já fiz. Dou 3 estrelas não pela qualidade do livro, pois essa é uma leitura fundamental para tratar sobre o conceito de metáfora, mas sim pela dificuldade que tive em destrinchar essa teoria. Os primeiros capítulos são mais fluidos ao meu ver, mesmo com o estranhamento inicial, nos últimos eu já estava completamente perdida, não sei se apenas pela dificuldade ou também pelo cansaço que a densidade da obra promove. Enfim, não tenho pareceres sobre a obra em si, pois estou traumatizada pelo texto de Ricouer. A metáfora é viva, mas eu fiquei morta!

    1 curtida

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    3.5 / 11
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas36%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas9%
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    Paul Ricoeur

    Paul Ricoeur nasceu em Valence, França, em 1913. Catedrático em filosofia e doutor em Letras, tornou-se professor em 1933. Foi prisioneiro de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. Trabalhou para o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), antes de se tornar professor na Faculdade de Estrasburgo e dar aulas na Sorbonne. Foi membro do comitê de redação da revista Esprit e decano da Faculdade de Letras da Universidade de Nanterre; dirigiu a Revue de Métaphysique et Morale. Nos Estados Unidos, lecionou na Universidade de Chicago. Morreu em Châtenay-Malabry, região de Paris, em maio de 2005.

    56 Livros
    26 Seguidores

    Paul Ricoeur