startling encounter on a New York subway platform leads two strangers to a run-down tenement where a life-or-death decision must be made. In that small apartment, 'Black' and 'White', as the two men are known, begin a conversation that leads each back through his own history - mining the origins of two diametrically opposing world views, they begin a dialectic redolent of the best of Beckett. White is a professor whose seemingly enviable existence of relative ease has left him nonetheless in despair. Black, an ex-con and ex-addict, is the more hopeful of the men - though he is just as desperate to convince White of the power of faith as White is to deny it. Their aim is no less than this: to discover the meaning of life. Deft, spare, and full of artful tension, The Sunset Limited is a beautifully crafted, consistently thought-provoking, and deeply intimate work by one of the most insightful writers of our time. 'Nothing short of dazzling. So astonishingly affecting, so powerful, so stimulating!' - "Chicago Tribune".
The Sunset Limited - A novel in dramatic form
Cormac McCarthy
Edições (1)
Ver maisSobre “The Sunset Limited”, de Cormac McCarthy
Quem me lê sabe que o suicídio me atrai. Como tema de estudo, claro, sobretudo na literatura. Outro assunto sobre o qual me debruço vez ou outra é o ateísmo. Disto sim eu sou adepto. Por isso me detive algumas horas deste dia de folga para ler a peça teatral, ou romance em forma dramática, “The Sunset Limited”, de Cormac McCarthy. (Vale acrescentar que a capa da edição norte-americana tem uma xícara de café, outra coisa que me atrai. E muito.) Há tempos estava querendo ler a obra antes de assistir a adaptação de Tomy Lee Jones, um telefilme que conta com Samuel L. Jackson no papel do negro e o próprio Lee Jones no papel do branco. Vou tentar assistir ainda neste fim de semana. Um filme obviamente pouco conhecido, pois não há ação e as cenas se passam todas em um único lugar e somente com dois atores. Um filme de ideias, se seguiu o original, e que por aqui recebeu o título “No limite do suicídio”. A peça toda se passa no apartamento de um ex-presidiário recuperado e religioso fervoroso, denominado na rubrica apenas por “negro”. A seu lado, um professor ateu, cuja rubrica indica “branco”, que havia há pouco tentado se jogar nos trilhos do trem e foi salvo justamente pelo dono da casa, que não o deixa sair, receoso de que voltasse a tentar a se suicidar. O que se vê ao longo das 70 páginas é um sólido diálogo não só sobre a crença e a descrença, mas também sobre o altruísmo e o egoísmo, o otimismo e o pessimismo, a vida e a morte, a amizade e a solidão. Eis alguns trechos, numa tradução livre. Logicamente, pela minha visão de mundo, acabei destacando as ideias de um dos personagens: "BRANCO: A visão pessimista é sempre a correta. Quando lemos a história da humanidade, estamos lendo uma saga de derramamento de sangue, de cobiça e de loucura, cujo alcance ninguém pode ignorar. Ainda assim, imaginamos que o futuro será de alguma maneira diferente. Não tenho nem ideia de como estamos, mas o que é certo é que não vamos durar muito mais." “BRANCO: Você acha que minha cultura está me empurrando ao suicídio, não? NEGRO: Pra você, por que você acha que as pessoas se suicidam? BRANCO: Não sei. Por razões diferentes. NEGRO: Ok, mas essas razões diferentes não têm algo em comum, digamos? BRANCO: Não posso falar pelos outros. As minhas giram em torno de uma perda gradual da fantasia. Isso é tudo. Um lento esclarecimento quanto ao caráter da realidade. Do mundo.” “BRANCO: Minha ideia é que o mundo, basicamente, é um campo de trabalhos forçados do qual a cada x dias retiram uns quantos internos (todos eles completamente inocentes) a fim de executá-los.” “BRANCO: Eu não acredito em Deus. É tão difícil de entender? Olhe ao seu redor, cara. Você não vê? O grito indescritível dos que sofrem deve ser para ele o mais agradável dos sons.”
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