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    The Hamlet (Snopes Trilogy #1) -

    William Faulkner

    Vintage
    2001
    432 páginas
    14h 24m
    ISBN-13: 9780679736530
    5
    1 avaliação
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    The Hamlet, the first novel of Faulkner's Snopes trilogy, is both an ironic take on classical tragedy and a mordant commentary on the grand pretensions of the antebellum South and the depths of its decay in the aftermath of war and Reconstruction. It tells of the advent and the rise of the Snopes family in Frenchman's Bend, a small town built on the ruins of a once-stately plantation. Flem Snopes — wily, energetic, a man of shady origins — quickly comes to dominate the town and its people with his cunning and guile.

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    Ricardo de Almeida Rocha03/09/2016Resenhou um livro
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    com a leitura de O povoado vem a parte triste da beleza da obra de Faulkner. Ele o publica em 1940 e termina a trilogia em 59 – ou seja, é o tempo sobre o qual paira o Nobel, em que ele meio que perde a mão o que passa a compensar com exagero nos recursos estilísticos, que assim, sem medida, são tão inúteis quanto a falta deles. Tudo bem que a decadência de Faulkner é melhor que o auge da maioria. Mas é ainda decadência. Curioso que ao se tornar um escritor menor, também se torna acessível, o que não deixa de ter seu lado bom. Por exemplo, no skoob, O som e a fúria teve 80 abandonos! E o Povoado, três. O longo verão, parte em torno da qual girou o filme com Newman, Joanne e Orson Welles, embora muito bom, já denuncia tons nítidos de |Hollywood que, digamos assim, era a empresa de onde tirou seu sustento por um bom tempo. Muita explicação, pouco insight; muita frase elaborada, pouca sugestão e menos ainda emoção. O som e a fúria arrepia. Já O povoado quando mto faz abrir um sorriso em passagens como “ele começou a lutar com uma fúria fria que não parecia pronta para sair de seu corpo”. É pouco para quem disse que entre o nada e a dor ficava com a dor e nos encheu de dor maravilhosa por tanto tento. Sim, agora é cinza, nada (ou quase). Sorte que em retrospecto esses dez anos entre as fases é um tempo irrelevante diante da eternidade de suas grandes obras. Quando essa parte termina (verão quente) não há como não relacionar que ajudaria “quando começasse a pensar” como o próprio estilo de faulkner, agora domesticado pelo reconhecimento e fama e dinheiro. Essa é a tristeza: ele infelizmente não envelheceu bem. =(

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    William Faulkner

    Sem diploma do secundário (ensino médio), o prêmio Nobel de Literatura em 1949, e prêmio Pullitzer em 1955 e 1963 (póstumo), William Falkner viveu em sua pequena cidade no Estado mais pobre dos Estados Unidos, o Mississipi. Só viajava para Hollywood para arranjar trabalho como roteirista. Indo e vindo, entre 1932 e 1955, trabalhou para os estúdios Metro, Fox e Warner. Como escreveu o crítico brasileiro Sérgio Augusto: "Só aderiu ao cinema porque precisava de dinheiro. Tinha 35 anos e acabara de escrever 'Luz em Agosto'. A venda de seus livros mal dava para pagar a conta da luz. Seus primeiros quatro livros não venderam mais de 2 mil exemplares cada. Seu primeiro (e único) best seller, 'The Wild Palms', é de 1939". Por volta de 1958, a Fox tentou trazê-lo de volta. Na época, Faulkner, que já não estava mais tão necessitado de dinheiro, recusou o convite. Após publicar "O Fauno de Mármore" (1924, poemas), Faulkner foi a Nova Orleans para conhecer o círculo literário em torno da revista literária "The Double Dealer", que publicava Hart Crane, Ernest Hemingway, Robert Penn Warren e Edmund Wilson. Além dos contos para a revista, Faulkner fez seu primeiro romance "Paga de Soldado". Tímido, ele preferia a companhia de seus amigos caçadores e dos vizinhos de seu sítio a outros escritores e intelectuais. Seus primeiros livros traziam características da literatura do fim do século 19. "O Povoado", o primeiro romance da "Trilogia Snopes", é um retrato irônico das grandes depressões que antecederam a Guerra Civil norte-americana. Em "Os Invictos", publicado no ano de sua morte, o escritor constrói um conflito de éticas e mentalidades entre o velho Sul e a nova realidade americana após a Guerra Civil. Faulkner entrou numa nova fase, quando encontrou seu estilo nas obras "O Som e a Fúria", "Enquanto agonizo", "Santuário", "Luz de agosto", "Dr. Martino e Outros Contos", "Pilão", "Absalão! Absalão!" e "Palmeiras Selvagens". A violência destes livros está em primeiro plano e, às vezes, os personagens têm uma meia vitória aqui e ali. Em "Enquanto agonizo", Faulkner costura dezenas de monólogos de 15 pessoas para mostrar o perfil psicológico de uma família que conduz o corpo da matriarca ao cemitério. A partir de "O lugarejo", o destino dos personagens de Faulkner não é mais tão trágico. Ao menos surge alguma esperança para a condição humana como uma promessa de liberação. Em "Desça Moisés", sobre a luta do personagem Ike McCaslin contra a devastação da mata, Faulkner denuncia injustiças. Além de viagens necessárias à sua carreira, Faulkner continuou enfurnado no Mississipi até se tornar escritor residente da Universidade de Virgínia. O contato com os estudantes está registrado no livro "Faulkner na Universidade".

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