Muitos anos iriam transcorrer até meu próximo encontro com Hermann Hesse. Contudo, durante todo esse tempo, não deixamos de nos comunicar. Foram mensagens bem mais sutis de sua parte. É estranho e não posso deixar de me admirar com o ocorrido. Separados por anos, distância, formações culturais e continentes, uma verdadeira amizade, tecida numa tela assombrosa, foi-se criando, até se converter em algo do destino. O escritor mundialmente admirado, o MESTRE, o MÁGICO por assim dizer, estendia sua mão idosa a um jovem desconhecido, vindo de um país pequeno (Chile), quase perdido na extremidade do mundo, e o fazia seu amigo, a ponto de dizer-lhe nos seus últimos dias: "Já não tenho amigos da minha idade, todos morreram..."







