Get in the Van - On the Road With Black Flag

    Henry Rollins

    2.13.61
    2004
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-10: 1880985764

    As a member of the seminal punk band Black Flag, Henry Rollins kept detailed tour diaries that form the basis of Get in the Van. Rollins's observations range from the wry to the raucous in this blistering account of a six-year career with the band - a time marked by crazed fans, vicious cops, near-starvation, substance abuse, and mind numbing all-night drives. Rollins decided to revise this edition by adding a wealth of new photographs, a new foreword, and an afterword to include some "where-are-they-now" information on the people featured in the book. This new edition includes 40 previously unpublished black-and-white photographs from Rollins's private collection and show flyers by artist Raymond Pettibon. Called "a soul-frying experience not to be undertaken by lightweights" by Wired magazine, Get in the Van perfectly embodies what one critic called the "secular gospel" of one of punk and post-punk's most respected and controversial figures.

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    Larissa Farabello picture
    Larissa Farabello13/04/2020Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Get In The Van é um compilado de entradas dos diários de Henry Rollins enquanto vocalista do Black Flag. Por isso mesmo é diferente de um livro de memórias convencional: a visão não é em retrospecto com anos de distância dos fatos, nós vemos diariamente a árdua vida na estrada e os altos e baixos das performances. Longe de conter um relato objetivo das circunstâncias e eventos, estamos dentro da cabeça do Henry, sujeitos às suas variações de humor, pensamentos íntimos, reflexões e frustrações, em textos escritos para exorcizar seus demônios. Vemos pouco também sobre outros membros da banda, ou mesmo de seu relacionamento com eles, muito pelo próprio Henry buscar esse isolamento, dificilmente olhando para fora de si quando estava longe do palco. O maior triunfo do livro é retratar a experiência dos shows ao vivo do Black Flag na época. Com o apoio de fotos fantásticas, conseguimos sentir toda a intensidade enquanto a banda desvia de garrafas, cusparadas e punhos vindos da plateia, revidando e entrando em brigas com skinheads. Qualquer ilusão de glamour é destruída, enquanto eles se alimentam de restos em restaurantes e dormem em qualquer lugar que ofereça abrigo. O próprio Henry se pergunta inúmeras vezes porque se submete a tudo aquilo, a tour sendo ao mesmo tempo sua salvação e maldição. Uma das coisas mais divertidas são momentos em que o Henry interage com outros artistas, andando por Washington D.C. com o Ian MacKaye, indo em festas com o Nick Cave ou trocando músicas com a Diamanda Galás. Mas existe um limite para o quanto você quer saber cada um dos pensamentos sem filtros de alguém. Foi uma leitura muito difícil, pois em diversos momentos eu já não suportava mais o poço sem fundo cheio de divagações desnecessárias de revolta, desprezo, angústia e depressão que a narrativa se tornava, principalmente nos intervalos entre a tour. Estar lendo a versão extendida só tornou isso mais difícil e eu estava sempre à beira de desistir. Eu saí com uma péssima impressão do Henry, ou pelo menos do jovem Henry Rollins, após diversos comentários terríveis no decorrer dos diários. Não acho que foi uma leitura que valeu a pena, com certeza existem opções melhores para saber mais sobre a história do Black Flag. A riqueza de informações dos diários do Henry foi mal aproveitada.

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