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    A África Fantasma -

    Michel Leiris

    Cosac & Naify
    2007
    688 páginas
    22h 56m
    ISBN-13: 9788575036563
    Português Brasileiro
    4.7
    6 avaliações
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    Favoritos3Desejados100Avaliaram6

    Este livro, publicado pela primeira vez em 1934, é um extraordinário diário que registra o cotidiano da Missão Etnográfica e Linguística Dacar-Djibuti, ocorrida entre 1931 e 1933, que cortou a África do Atlântico ao Mar Vermelho. Uma síntese da pluralidade de interesses que marcou a vida de Michel Leiris (1901-1990), escritor, poeta e antropólogo, é uma leitura pessoal do dia-a-dia do grupo de pesquisadores da primeira iniciativa francesa de investigação etnográfica na África. No texto, interpenetram-se pesquisa antropológica e escrita autobiográfica, experiência levada ao limite pelo autor no final da década de 1930 em Espelho da tauromaquia (Cosac Naify, 2002) e A idade viril (Cosac Naify, 2001). Este A África fantasma não se trata, portanto, de uma história da missão, nem de um relato de viagem, tampouco de um caderno de campo de antropólogo profissional. A subjetividade é o foco. Por isso Leiris define-o como "simples diário íntimo". Mas um diário que abriga uma multiplicidade de gêneros: etnografia, relato de viagem, esboços de ficção, comentários políticos, registro de sonhos, tudo organizado pela obsessão confessional do autor. A edição conta com apresentação da antropóloga Fernanda Arêas Peixoto, uma relação de nomes citados pelo autor e 36 imagens da missão em preto-e-branco, entre fotografias, desenhos e mapas.

    Edições (1)

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    Resenhas (1)Ver mais
    Locimar Massalai picture
    Locimar Massalai11/03/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O livro é o diário de campo do autor da famosa missão etnográfica que atravessou o continente africano do Atlântico ao Mar Vermelho!

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4.7 / 6
    • 5 estrelas67%
    • 4 estrelas33%
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    • 2 estrelas0%
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    Michel Leiris profile picture

    Michel Leiris

    Michel Leiris (Paris, 20 de abril de 1901 — Saint-Hilaire, 30 de setembro de 1990) foi um escritor, etnólogo e crítico de arte francês, ligado aos escritores surrealistas. Foi também "sátrapa" do Colégio de 'Patafísica. Paris (1901-1990). Antropólogo e bacharel em Filosofia. Frequentou os círculos surrealistas, movimento a que formalmente aderiu em 1924, juntamente com André Breton e Georges Bataille. No entanto, desliga-se rapidamente desta paixão da juventude, dirigindo para a antropologia e para a etnografia os seus interesses e de onde surgirão os seus fundamentais contributos. Já nestes novos caminhos assume, em 1929, com Marcel Griaule, a secretaria de redacção da revista de arte e etnografia Documents, dirigida por Bataille. Pouco depois, é oficialmente nomeado secretário-arquivista e investigador da Missão Etnográfica e Linguística Dacar-Djibuti. No regresso desta longa viagem (1931-33) é nomeado responsável pelo Departamento da África Negra no Trocadéro. Desta experiência africana resulta a publicação do seu primeiro livro de relevo, L’Áfrique Fantôme, em 1934, que combina, originalmente, um estudo etnográfico com o seu projecto autobiográfico, quebrando, assim, com o estilo tradicional da disciplina. Nesse mesmo ano torna-se etnógrafo do Museu do Homem, em Paris, onde se mantém até 1971. Em 1943 torna-se ainda investigador no Centre Nacional de la Recherche Scientifique (CNRS), na capital francesa, do qual será seu director a partir de 1968. Leiris mantém sempre uma estreita ligação às questões políticas, nomeadamente às coloniais, como prova a sua ida, em 1945, à Costa do Marfim em denúncia do esclavagismo nas colónias francesas, ou a sua activa participação no comité editorial da revista Les Temps Modernes, dirigida por Sarte. O etnógrafo envolve-se ainda na questão argelina e é um dos primeiros signatários da Declaração pelo Direito à Insubmissão na Guerra da Argélia, de 1960, um manifesto de apoio à luta contra o poder colonial na Argélia. O envolvimento político irá ainda ser determinante nas suas reflexões, como o texto “O etnógrafo perante o colonialismo”, sobre a relação entre o etnógrafo, o país colonizado e o necessário desvirtuamento do estudo científico decorrente dessas relações de autoridade. Michel Leiris tem dezenas de livros publicados: estudos etnográficos, ensaios políticos, biografias e poesia.

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    Michel Leiris