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    Da Interpretação: Ensaio sobre Freud -

    Paul Ricoeur, Paul Ricoeur (Em Português)

    IMAGO
    1977
    426 páginas
    14h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    5
    2 avaliações
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    (Os Símbolos contra os Ídolos - Por Hilton Japiassu) Este livro não pretende ser um estudo crítico da psicanálise. Seu objetivo é fazer uma interpretação filosófica da obra de Freud enquanto documento escrito. Ademais, elabora uma interpretação de conjunto de nossa cultura contemporânea. Por ter caído no domínio publico, tal interpretação precisava ser filosoficamente justificada, mediante a determinação de seu sentido, de sua legitimidade e de seus limites. E somente uma meditação sobre a linguagem pode fornecer uma estrutura de acolhida à exegese freudiana de nossos sonhos, de nossos mitos e de nossos símbolos. A leitura de Freud converte-se numa verdadeira ascese do “Eu”, doravante despojado das múltiplas ilusões da consciência imediata. O que pretende Paul Ricoeur, ao estudar Freud em profundidade, é dizer o sentido não-dito, mas dizível, de nossa existência humana. Em outras palavras, quer interpretar um sentido pré-dado, explicar um sentido que é a sedimentação de uma vida e o dom de uma tradição. Para tanto, não denuncia os erros e as mentiras da consciência, mas suas inúmeras ilusões. Trata-se, pois, de uma obra ao mesmo tempo desmitificada e iconoclasta. O sentido da existência e da vida só pode ser restaurado através de uma tomada de consciência. Porque o lugar da consciência encontra-se ocupado por uma falsa consciência, que Freud denomina narcisismo. A dissolução do Cogito, porém, deve fazer-se acompanhar de uma explicação do verdadeiro. Eis a tarefa de uma filosofia do sentido da existência, que não pode ignorar a questão das linguagens. Donde a necessidade de uma hermenêutica, não somente “ontológica”, mas também “metodológica”. Trata-se de uma filosofia da linguagem em constante debate com a ciência lingüística, com a analise conceitual, com a psicanálise, com o estruturalismo, com o marxismo, etc., a fim de precisar o lugar de linguagem e a relação da linguagem com o Ser. A ontologia é a terra prometida para uma filosofia que começa pela linguagem e pela reflexão. Eis a esperança escatológica que anima o esforço de Ricoeur. A vocação da filosofia consiste em esclarecer, mediante noções, a existência humana, vale dizer, em revelar o sentido pensando segundo os símbolos. Mas sem a dissolução das ilusões da consciência, não se chega à significação fundamental do simbolismo humano. Por isso, “é necessário que os ídolos morram para que vivam os símbolos”.

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    Paul Ricoeur

    Paul Ricoeur nasceu em Valence, França, em 1913. Catedrático em filosofia e doutor em Letras, tornou-se professor em 1933. Foi prisioneiro de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. Trabalhou para o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), antes de se tornar professor na Faculdade de Estrasburgo e dar aulas na Sorbonne. Foi membro do comitê de redação da revista Esprit e decano da Faculdade de Letras da Universidade de Nanterre; dirigiu a Revue de Métaphysique et Morale. Nos Estados Unidos, lecionou na Universidade de Chicago. Morreu em Châtenay-Malabry, região de Paris, em maio de 2005.

    56 Livros
    26 Seguidores

    Paul Ricoeur