Bitter Virgin #1 -

    Kusunoki Kei

    Square Enix
    2006
    210 páginas
    7h 0m
    ISBN-1: 0

    Numa pequena vila de revista vivem duas pessoas completamente diferentes; Daisuke Suwa sai com todas as raparigas e Hinako Aikawa não sai com nenhum rapaz. No dia em que Daisuke entra numa igreja amaldiçoada, nunca pensou que viria a ouvir sem querer, na calada de um confessionário, a confissão murmurada de Hinako: “Já engravidei e abortei”.

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    Daniela Silva19/01/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Bitter Virgin

    Suwa Daisuke é um estudante bonito e popular que, um dia, sem se preocupar diz que não namoraria sua colega, Aikawa Hinako. Para ele, garotas como ela, que não ligam muito para a aparência, para parecerem "virgens", não o atraem. Um dia, no entanto, quando ele estava escondido na antiga igreja da cidade, ouviu a confissão de Aikawa. Ela revela para Deus a verdade chocante sobre seu passado: foi abusada pelo padrasto, ficando grávida duas vezes. Na primeira, ela abortou e, na segunda, foi obrigada a ter o bebê e dá-lo para a adoção. E, hoje, ela tem um medo enorme de qualquer homem, por causa disso. Bitter Virgin tem um tema bem sério e pesado, e fazia tempos que eu não lia um mangá de romance assim. O enredo me prendeu bem desde o começo, com a estória se desenvolvendo com Suwa se tornando cada vez mais próximo de Aikawa. A amizade dos dois vai crescendo e os sentimentos fortes surgindo, ao mesmo tempo que ele deseja cuidar dela, que já sofreu tanto, sem revelar que sabe seu segredo. Há alguns outros conflitos, como a personagem Kazuki Ibuse, uma colega dos protagonistas, que é apaixonada por Suwa, a ponto de ser louca mesmo. Esta foi, aliás, a personagem mais detestável que conheci nos últimos mangás que li. Garota chata! A arte é boa e há, ainda, algumas cenas leves e fofinhas do romance, então é um bom equilíbrio. O terceiro volume, porém, é o mais sério dos quatro, com nota dez em drama. Muito angustiante e eu não pude despregar meus olhos. Esperava uma coisa diferente para o desfecho mas, de certa forma, acabei gostando de como as coisas terminaram. Eu só fiquei um pouco incomodada com a forma que tratavam Aikawa, como se ela não merecesse ser amada por algo que, na verdade, ela não tem culpa alguma. Na verdade, ela mesma parecia não acreditar que poderia ganhar algum amor. "Eu continuei gritando naquela voz inaudível." "Você ainda amaria-na se soubesse a verdade de seu passado?" Essa pergunta me deixou muito incomodada. Uma coisa é ficar grávida porque quis e entregar seu filho, outra coisa completamente diferente é ter um filho sem ter a escolha...Entendo o lado de Aikawa em não querer que ninguém saiba das suas cicatrizes emocionais, mas pensar que Suwa não gostaria dela se soubesse...Para mim, o que ela precisa, por ter passado por algo assim, é exatamente o amor. Nada mais justo depois de ter sofrido tanto.

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