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    A Arte da Vida -

    Zygmunt Bauman

    Jorge Zahar
    2009
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-14: 9788537801185
    Português Brasileiro
    4.1
    214 avaliações
    Leram400Lendo104Querem879Relendo2Abandonos25Resenhas15
    Favoritos18Desejados879Avaliaram214

    O que há de errado com a Felicidade? A pergunta pode desconcertar ? e é essa a intenção de Zygmunt Bauman. Um dos mais originais e influentes pensadores em atividade, Bauman reflete, neste novo livro, sobre os parâmetros que norteiam nossa busca pela felicidade ? busca que, muitos concordarão, preenche a maior parte de nossas vidas. Na sociedade atual, somos levados a acreditar que o propósito da arte da vida pode e deve ser a felicidade, embora não seja claro o que ela é. A imagem de um estado de felicidade muda constantemente e permanece como algo ainda a ser atingido. Espera-se, acertadamente ou não, que todos nós daremos sentido e forma às nossas vidas usando nossos próprios recursos, mesmo se não tivermos as ferramentas mais adequadas. E somos elogiados ou censurados pelos resultados, o que alcançamos ou deixamos de alcançar. A arte da vida não é um catálogo de opções de vida nem um guia prático. O que se espera para a vida e como alcançá-lo são, necessariamente, uma responsabilidade individual. Esse livro é antes uma exposição brilhante das condições sob as quais escolhemos nossos projetos de vida, das limitações que podem ser impostas a essas escolhas e do entrelaçamento de planejamento, casualidade e caráter que molda sua implementação. Não menos importante, esse é também um estudo de como nossa sociedade ? a sociedade moderna de consumidores, líquida e individualizada ? influencia a forma como construímos e narramos nossas trajetórias.

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    Flor Baez picture
    Flor Baez23/09/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A arte da Vida é um livro do Zygmunt Bauman, que apresenta um estudo sociológico acerca da felicidade no momento contemporâneo. Como a obra induz a muitas reflexões vou dividir a resenha em partes, para que haja mais completude. O primeiro capítulo e a introdução focam especificamente no conceito moderno de que aumentando a renda das pessoas, estas experimentariam maior contentamento. Porém, como se é esperado, não é exatamente isso que faz as pessoas mais felizes. Acredite. Os excessos trazem a incerteza e a insegurança, grandes minadores do estado de felicidade. Uma vez privados da liberdade, o indivíduo se sente aprisionado no seu montante de capital. "O consumo não leva à certeza e à saciedade. O bastante nunca bastará." Traçando uma análise das formas de se alcançar a felicidade e como elas são substituídas ao longo do tempo, Bauman destaca o consumismo, como a grande chave do capitalismo para ludibriar as pessoas que consumindo elas terão mais satisfação pessoal, porém o que vemos é que estas se tornam reféns do escapismo da moda e de sua liquidez, uma vez que elas estão em constante transformação substituindo seus valores a cada estação. "Um dos efeitos mais seminais de se igualar a felicidade à compra de mercadorias, que se espera que gerem felicidade, é afastar a probabilidade de a busca da felicidade algum dia chegar ao fim. Essa busca nunca vai terminar - seu desfecho equivaleria ao fim da felicidade como tal" Bauman enfatiza que nossas vidas são obras de arte e reforça a responsabilidade de cada um de apropriar-se do seu projeto de vida e tentar sempre o impossível, uma vez que a incerteza é o habitat natural do humano.Um dos caminhos de se alcançar isso é desviar do peso esmagador da maioria que dita o que devemos fazer e como. Para que possamos encontrar a tal da felicidade (não aquela que parece residir sempre além do horizonte e inalcançável), precisamos nos libertar do olhar do outro, da necessidade de ser visto, adorado e estimado. Senão fizermos isso seremos eternos prisioneiros, buscando na comparação e competição estarmos a frente das demais pessoas, o que nem de perto traz felicidade, apenas a saciedade do ego e muito rapidamente a frustração e o ressentimento por não ter suprido as expectativas alheias. Está rolando o sorteio desse livro no meu blog!

    10 curtidas

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    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas3%
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    Zygmunt Bauman profile picture

    Zygmunt Bauman

    Foi um aclamado sociólogo polonês. Professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia até seu falecimento, iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde teve artigos e livros censurados e em 1968, sendo afastado da universidade. Logo em seguida emigrou da Polônia, reconstruindo sua carreira no Canadá, Estados Unidos e Austrália, até chegar à Grã-Bretanha, onde em 1971 se tornou professor titular da universidade de Leeds. Lá conheceu o filósofo islandês Ji Caze, que influenciou sua prodigiosa produção intelectual, pela qual recebeu os prêmios Amalfi (em 1989, por sua obra Modernidade e Holocausto) e Adorno (em 1998, pelo conjunto de sua obra).

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    786 Seguidores

    Zygmunt Bauman