Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores57
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O Símbolo da Transformação na Missa -

    Carl Gustav Jung

    Vozes
    2007
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788532607065
    Português Brasileiro
    4
    11 avaliações
    Leram13Lendo1Querem42Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos0Desejados42Avaliaram11

    A missa é um mistério ainda bastante vivo, cujos primórdios remontam aos primeiros tempos do cristianismo. Seria supérfluo insistir que essa vitalidade se deve a um dinamismo psicológico indubitável, e isso implica que a Psicologia deve estudá-llo. É óbvio que tal estudo só pode ser feito de um ponto de vista puramente fenomenológico, pois as realidades da fé ultrapassam o domínio da Psicologia. A exposição de Jung sobre o Símbolo da Transformação na Missa está dividida em quatro partes. a introdução contém referências a determinadas fontes neotestamentárias a respeito da missa e algumas observações resumidas a respeito de sua estrutura e de seu significado. No capítulo II o autor faz breve exposição das diversas fases do ritual da missa. No capítulo III apresenta um paralelo do simbolismo do sacrifício e da transformação cristã, extraído da Antiguidade cristã; trata-se das visões de Zósimo. Por fim, no capítulo IV, tenta uma discussão do sacrifício e da transformação, do ponto de vista psicológico. O autor: Carl Gustav Jung (1875-1961). Uma das mais vigorosas expressões da ciência conteporânea. Discípulo e grande admirador da obra do mestre Freud. Jung seguiu seu caminho próprio, elaborou seu método e constituiu hoje uma alternativa à visão freudiana dos fenômenos psíquicos. Não há praticamente campo do saber humano que não fosse visitado por ele, no afã de reunir o maior material possível que revelasse os meandros da psique humana. Valorizou o fenômeno religioso e místico como uma das manifestações mais transparentes das profundezas do inconciente coletivo.

    Resenhas (2)Ver mais
    Bruno Sunkey  picture
    Bruno Sunkey 02/02/2020Resenhou um livro
    0

    O SÍMBOLO DA TRANSFORMAÇÃO DA MISSA - JUNG (RESUMO)

    O que se segue é um resumo do texto O Símbolo da Transformação da Missa de Carl Gustav Jung que faz parte da obra Psicologia da Religião Ocidental e Oriental. Jung observa que a missa é um mistério cujos primórdios remontam aos primeiros tempos do Cristianismo. Seu estudo, feito de um ponto de vista puramente fenomenológico, está dividido em quatro partes: (i) Estrutura da missa: observações a respeito da missa e algumas observações a respeito de sua estrutura e significado; (ii) As diversas partes do rito de transformação: exposição das diversas fases do ritual da missa; (iii) Paralelos do mistério da transubstanciação: paralelos do simbolismo do sacrifício e da transformação cristã na visão de Zósimo e; (iv) Psicologia da Missa: discussão do sacrifício e da transformação, do ponto de vista psicológico. I. ESTRUTURA DA MISSA A missa é uma celebração eucarística extremamente elaborada, cuja estrutura é: (i) antemissa: preparação dos dons, levam-se ao altar o pão e o vinho com água; (ii) oblação: mistura da água com o vinho e oferta do cálice; (iii) consagração: consagração da hóstia e do vinho; (iv) comunhão: distribuição da hóstia; (v) pós-missa: saudação, avisos, bênção final e despedida. Na missa misturam-se duas representações distintas: (i) sacrifício (thysia): a oferenda consumida é elevada a Deus através da fumaça que sobe dela. (ii) ceia (deipnon): ceia abençoada na qual se come o sacrifício. II. AS DIVERSAS PARTES DO RITO DA TRANSFORMAÇÃO As partes do rito da transformação são: (i) oblação do pão: o sacerdote levanta a hóstia colocada sobre a patena, em direção à cruz do altar, e em seguida faz um sinal da cruz com a patena e a hóstia sobre o corporal; (ii) preparação do cálice: mistura-se um pouco de água com vinho; (iii) elevação do cálice no momento do ofertório: suspensão do cálice que prepara a espiritualização (volatização) do vinho; (iv) incensação das oferendas e do altar: o sacerdote faz três sinais da cruz com o turíbulo (incensório) sobre a oferenda e traça três círculos em torna das mesmas, dois da direita para a esquerda (o que corresponde do ponto de vista psicológico a um movimento em direção ao inconsciente) e outro da esquerda para a direita (psicologicamente em direção à consciência), depois disso segue-se uma complicada incensação do altar; (v) epiclese: o sacerdote pede que o Espírito Santo desça sobre a comunidade e sobre as oferendas do pão e do vinho; (vi) consagração: consagração do pão e do cálice; (vii) grande elevação: o sacerdote levanta as substancias consagradas e as apresenta à comunidade reunida; (viii) pós-consagração: faz-se a oração “Supplices”, na qual pede-se a Deus que ele faça levar o sacrifício pelas mãos do anjo ao altar sublime; (ix) conclusão do cânon: o sacerdote faz três sinais da cruz com a hóstia sobre o cálice, enquanto pronuncia as palavras “Per ipsum, et cum ipso, et in ipso”, em seguida traça outras três cruzes entre ele e o cálice; (x) embolismo e fração: Reza-se uma prece pedindo a Deus que nos livre do mal, depois se divide a hóstia em duas partes sobre o cálice; (xi) consignatio: o sacerdote traça uma cruz com uma partícula da metade esquerda da hóstia sobre o cálice e, em seguida, deixa-a cair no vinho; (xii) commixtio: mistura do pão e do vinho. A missa representa, ao longo dessas diversas ações rituais, a vida e a paixão do Senhor, sob forma condensada. III. PARALELOS DO MISTÉRIO DA TRANSUBSTANCIAÇÃO Encontramos paralelos do símbolo da transformação da missa na visão de Zósimo. Zósimo de Panópolos foi um filósofo materialista, gnóstico e alquimista do século III. O texto da visão é o seguinte: “E dizendo isto, adormeci e um sacerdote sacrificante apareceu diante de mim, em cima de um altar que tinha a forma de uma coluna achatada. O altar tinha 15 degraus, pelos quais se chegava até ele. O sacerdote estava ali, de pé, e ouvi uma voz vinda do alto, que me dizia: ‘Vê, eu desci os 15 degraus das trevas e subi os 15 degraus da luz. E foi o sacerdote quem me renovou, libertando-me da espessura do corpo, e eu fui santificado pela força do destino, e eis-me agora na plenitude, transformado em espírito’. Ouvi a voz daquele que estava sobre o altar, e disse a mim mesmo: vou perguntar-lhe quem é. E ele me respondeu com voz delicada, dizendo: ‘Eu sou o Ion, o sacerdote dos santuários escondidos e mais interiores, e me submeto a um tormento insuportável. Com efeito, alguém veio às pressas, de madrugada, subjugou-me e me traspassou com uma espada e me dividiu em pedaços, mas de tal maneira, que a disposição de meus membros continua harmoniosamente como antes. E arrancou a pele de minha cabeça com a espada que ele vibrou com força e recolheu os ossos com os fragmentos de carne, queimando tudo no fogo com a própria mão, até que percebi me haver transformado em espírito. Este é o meu tormento insuportável.’ Enquanto falava e eu o obrigava a fazê-lo, seus olhos se tornaram de sangue. Eu o vi transformar-se num homenzinho (homúnculo) que perdera uma parte de si mesmo (homenzinho mutilado e diminuído). E arrancava pedaços de sua carne com os próprios dentes e desmaiava.” Podemos ver os seguintes paralelos com o sacrifício da missa: (i) o sacerdote executor do sacrifício se submete voluntariamente ao tormento: o sacerdote se entrega ao processo de transformação; (ii) há uma “ceia” (deinon): na visão de Zósimo, o homenzinho come sua própria carne; (iii) há um sacrifício (thysia): na visão de Zósimo, o sacrifício é queimado sobre o altar; (iv) há uma espiritualização do sacerdote sacrificante: uma transformação em espírito; (v) sacrificante e sacrificado se identificam: o sacrifício e o sacrificado constituem uma só pessoa; (vi) há uma fragmentação do sacrificado: a vítima sacrificada é partida em pedaços. IV. PSICOLOGIA DA MISSA Podemos considerar os seguintes elementos a fim de entendermos o significado psicológico do sacrifício da missa: (1) as oferendas: o símbolo do pão e do vinho apresenta várias camadas de significado: (i) como produtos agrícolas; (ii) como produtos resultantes de uma preparação especial, o pão, proveniente do trigo, e o vinho, proveniente da uva; (iii) como expressão de um desempenho psicológico (esforço, paciência, devotamento, etc.) e de energia vital humana, de modo geral; (iv) como manifestação do maná ou do demônio da vegetação; (2) o sacrifício: aquilo que se sacrifica sob as figuras do pão e do vinho é a natureza, o homem e Deus, reunidos na unidade do dom simbólico, a identidade entre o doador e o dom oferecido representa a capacidade de autossacrifício e revela que nos possuímos a nós mesmos, que podemos renunciar ao nosso próprio eu no sentido de sacrificar a nossa pretensão egoística. (3) o sacrificante: O si-mesmo é o sacrificante e a vítima sacrificada é o eu; o si-mesmo, nos compele ao autossacrifício, realizando o ato sacrificial em si próprio; (4) o arquétipo do Sacrificador: no arquétipo do Sacrificador, está representado o humano como personalidade total, o Si-mesmo, o rito de transformação representa o processo de individuação, o processo de tornar-se um ser único, uma totalidade integrada.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 11
    • 5 estrelas55%
    • 4 estrelas9%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas0%
    Carl Gustav Jung profile picture

    Carl Gustav Jung

    Foi um psiquiatra suíço, fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana. Sua produtiva carreira se materializou na publicação de dezenas de estudos, ensaios e seminários. Já octogenário, reuniu em livro as memórias de toda a sua vida. Faleceu aos 86 anos em sua casa, nas margens do lago de Zurique, em Küsnacht, após uma longa vida produtiva que marcou -- e tudo leva a crer que ainda marcará mais -- a antropologia, a sociologia e a psicologia, bem como as arte, a literatura e a mitologia.

    105 Livros
    531 Seguidores

    Carl Gustav Jung