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    O sussurro da mulher-baleia -

    Alonso Cueto

    Editora Planeta
    2007
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788576653257
    Português Brasileiro
    3.4
    25 avaliações
    Leram42Lendo1Querem59Relendo0Abandonos0Resenhas7
    Favoritos3Desejados59Avaliaram25

    Que caminhos pode seguir uma terna e secreta amizade entre duas estudantes? Até onde se pode chegar, anos depois, quando uma delas tenta reviver essa relação perdida, ou quando quer vingar-se de uma ofensa que nunca conseguiu esquecer? Verónica tem uma vida plena: um casamento estável, um filho carinhoso, um amante apaixonado e um prestigioso cargo de jornalista. Rebeca, por sua vez, suporta o tormento de sua grotesca gordura. A solidão, a amargura e a raiva alimentam sua sede infinita de culpar alguém. Esse alguém é sua amiga secreta do colégio, com quem esbarra em um vôo - o acaso que dá início a este intrigante e intenso romance com que Alonso Cueto reafirma seu supremo talento.

    Edições (1)

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    Ladyce West picture
    Ladyce West01/01/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Amizade, lealdade, ira e vingança num romance moderno e atual

    Vi este livro em diversas livrarias em Lima, no Peru, em Outubro. Mas não leio muito bem em espanhol. Então, quando cheguei de volta ao Rio de Janeiro achei interessante ver que havia acabado de ser lançado no Brasil. Não conhecendo o autor, resolvi comprá-lo como uma recordação da minha viagem. E ainda levei um tempinho para lê-lo principalmente porque seu título não me interessava: ênfase no tamanho ou no peso de uma mulher era um assunto que me repelia. Mas, acabei enfrentando a fera. Como gostei! É um excelente livro e descobri, chegando ao final, e algumas horas depois e alguns dias mais tarde, que é um livro que fica enraizado na nossa imaginação; que mantem um diálogo vivo com os nossos botões. Gosto de livros que me fazem pensar. Duas adolescents são amigas de escola. Esta amizade é muito importante para cada uma delas, enquanto a amizade durou. Anos mais tarde, elas se encontram, já adultas. Cada qual bem sucedida na sua vida, cada qual com sua parcela de sucesso e sorte. À medida que elas voltam a se comunicar, descobrem não só como são importantes as emoções que cada qual guarda a respeito da amizade que tiveram, mas também recordam o evento trágico que separou-as, que destruiu o que haviam construído numa amizade que era importante para cada uma delas. A narrativa é muito clara, assim como a maneira em que os personagens são retratados. Há muita atenção nos detalhes do dia a dia, coisa que no início parecia inconseqüente, talvez até um maneirismo do autor, mas que mostram ser essenciais para mostrar como as emoções, como o interior de cada personagem está submerso nesses detalhes corriqueiros. Com um excelente ritmo, com seu texto coloquial e moderno, Alonso Cueto se mostra em domínio total da narrativa, do inicio ao fim. À medida que estas duas mulheres rememoram suas vidas, descobrimos suas fraquezas e principalmente a necessidade de cada uma de “pertencer” de “fazer parte” de um grupo. E nos lembramos também de como os adolescentes podem ser cruéis consigo mesmos e com seus amigos e colegas. E aos poucos percebemos como podem ser profundas as feridas sentidas nestes anos de formação, assim como a dificuldade de cada um, de superá-las. Depois de ler este romance de Alonso Cueto, não me surpreendi ao descobrir que ele é um autor peruano muito conhecido, com mais de uma dúzia de títulos publicados e que já recebeu diversos prêmios literários inclusive o Prêmio Viracocha, em 1985, com o livro Tigre Branco; em 2005 ganhou o prêmio Herralde com o livro Hora Azul. Em 2002 ele recebeu a bolsa para escriutores da Guggenheim e em 2003 seu livro Grandes Moradas tornou-se um filme de Francisco Lombardi. Este é um livro sobre amizade, lealdade, ira e vingança. Retrata as almas sofridas e as técnicas de sobrevivência usadas por aqueles que carregam feridas emocionais por muito tempo. É um romance com um final surpreendente: iconográfico e belo. Sutil. Não é supresa, então, que tenha sido um livro finalista para o Prêmio Planeta – Romance Ibero-americano – em 2007. Recomendo com entuusiasmo a leitura deste romance. 31/01/2008

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.4 / 25
    • 5 estrelas16%
    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas48%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas0%
    Alonso Cueto profile picture

    Alonso Cueto

    Alonso Cueto (1954, Lima, Peru), que já foi descrito como “o Henry James peruano”, iniciou sua carreira de escritor lançando um olhar irônico sobre a classe média de seu país. Sua última ficção revela um interesse crescente pelos acontecimentos sombrios na história recente do Peru. Grandes miradas (2003) é um romance assustador sobre a queda do governo de Alberto Fujimori e o medo semeado por seu chefe de inteligência, Vladimiro Montesinos. Em A hora azul (2005), obra com que Cueto conquistou o prestigiado Prêmio Herralde, o protagonista, um advogado convencional e bem-sucedido, é forçado a confrontar o papel de seu pai na “guerra contra o terrorismo” patrocinada pelo Estado peruano.

    3 Livros
    1 Seguidor

    Alonso Cueto