Sexus (Super Sucessos) - A Crucificação Encarnada (1)

    Henry Miller

    Nova Cultural
    1988
    506 páginas
    16h 52m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Durante muitos anos, Henry Miller foi considerado um autor maldito. Sua literatura, tachada de obscena e degradante, sofreu com a censura, e seus livros circulavam de forma clandestina. Apesar das dificuldades de publicação, Miller chamou a atenção de contemporâneos como Ezra Pound, T. S. Eliot e Edmund Wilson, que saíram em sua defesa. Os livros tornaram-se best-sellers depois de liberados, nos anos 60, e hoje o autor é considerado um dos maiores prosadores da língua inglesa, tendo influenciado a geração beatnik e escritores como Thomas Pynchon, Norman Mailer e Philip Roth. Sexus é, em muitos sentidos, autobiográfico, e narra as aventuras sexuais e literárias de Miller em meio à boêmia nova-iorquina dos anos 20 e 30. Sua prosa é vigorosa, plena de energia, ao mesmo tempo cínica e inocente, secular e espiritual. O livro, publicado em 1949, é o primeiro volume da trilogia A Crucificação Encarnada: os outros dois são Plexus, de 1953, e Nexus, de 1960.

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    EDIMILSON FERREIRA DA SILVA picture
    EDIMILSON FERREIRA DA SILVA23/02/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Esse livro não é pornográfico ou para "safados"

    Considerar esse livro pornográfico é uma grande besteira, assim como achar que ele é para safados. Este é de fato o primeiro volume da trilogia, e é seguido por "Plexus" e "Nexus", nessa ordem. "Sexus" é magistral; "Plexus" eu achei chato e "Nexus" é tão bom quanto o primeiro. O livro é uma espécie de autobiografia. Seria difícil resumi-lo sem fazer injustiça a ele. Miller fala de sexo, problemas com dinheiro e com o mundo da exploração capitalista, das suas relações com várias mulheres, principalmente Mona. No meio ele coloca pensamentos sobre literatura, sobre arte e sobre um mundo de outras coisas. A leitura pode ser apaixonante, se você se deixar levar. Ele é como uma celebração da vida, no final das contas, incluindo o sexo. Esse livro é um dos mais cheios de vida, de entusiasmo e energia que já li. E a prosa de Henry Miller nele é fenomenal. Encontrei em algum lugar uma ótima descrição desse livro. Alguém disse que em uma certa altura da vida, ele é um "porre literário". Eu não bebo, mas a idéia é mesmo essa. Henry Miller foi um grande escritor. Há mesmo muito sexo no livro, mas ele faz parte da estória e é até um dos personagens principais dela. Mas dizer que "Sexus" é um livro para safados é o mesmo que dizer que "Lolita" é um livro para pedófilos. Noutras palavras, é opinião de quem na verdade não leu ou não entendeu nada.

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