Resumo
O recorte do livro vai do último quartil do séc XIX até mais ou menos os anos 30. O autor elenca que os melhoramentos de SP durante o século XIX foram feitos sem um planejamento geral, eram obras destinadas a um fim específico e que, se causavam um melhoramento real era por sorte e não porque faziam parte de um plano. Diz que o único plano do fim do século XIX, sequer sonhou um sair do papel, pois mal foi publicado. Já no começo do século XX, houve a preocupação de se elaborar um projeto de cidade. Para isso, entraram em disputa (i) o Projeto Alexandre de Albuquerque, baseado no modelo parisiense de Haussmann, apresentado por empresários (capitalistas era o termo usado na época); (ii) o Projeto Freire-Guilhem, feito com base no urbanismo de viena do Camillo Sitte, feito pela prefeitura; e (iii) o Projeto Samuel das Neves feito às pressas pelo governo do Estado. No fim, nenhum dos planos foi adotado, porque o responsável por escolher o melhor projeto, fez o seu próprio desenho para São Paulo, o Projeto Bouvard, que foi executado em partes lentamente durante um tempo, mas foi abandonado em favor do plano de avenidas do prestes maia a partir dos anos 1930. Já no ambiente fora do centro, seguiu-se desde o fim do século XIX, o modelo de cidade-jardins (como no Jd. América) feito para ricos. Enquanto os pobres foram relegados a viver em cortiços, que eram feitos na forma de vilas operárias ou até mesmo na forma autoconstruída, longe do centro urbano.
