O dispositivo cômico central da peça é que quatro jovens homens, dedicados ao estudo e à renúncia às mulheres, conhecem quatro jovens garotas e inevitavelmente abandonam seus ideais irrealistas.
A peça começa com Ferdinand, o rei de Navarra, e três de seus nobres - Berowne (Biron), Longaville e Dumaine (Dumain) - debatendo suas intenções intelectuais. Seus planos são interrompidos, no entanto, quando a princesa da França, acompanhada por três damas (Rosaline, Maria e Katharine), chega em uma missão diplomática do rei da França e deve, portanto, ser admitida no parque de Navarra. Os cavalheiros logo descobrem que são irresistivelmente atraídos pelas damas. Suas tentativas de esconder suas paixões um do outro são rapidamente perdidas. Seu próximo e mais considerável problema, no entanto, é lidar com a sagacidade devastadora das jovens, por meio da qual os cavalheiros são completamente reprimidos. Somando-se a essa paisagem romântica, Shakespeare fornece um grupo de excêntricos divertidos: Nathaniel (o pároco), Holofernes (um mestre-escola), Dull (o policial), Costard (o palhaço), Mote e Jaquenetta ( uma garota do campo). Ligando os dois grupos está Don Adriano de Armado, um nobre espanhol cujas pretensões absurdas de eloquência poética e melancolia amorosa são esbanjadas com a moça Jaquenetta. A peça termina com um brilhante golpe na chegada de Marcade: sua notícia da morte do rei francês introduz na terra de Navarra uma nota de realidade sombria que lembra tanto as jovens quanto os cavalheiros que cortejar e casamento implicam sérias responsabilidades.
Minha peça favorita de Shakespeare.