Great Expectations -

    Charles Dickens

    Barnes & Noble Classics
    2005
    512 páginas
    17h 4m
    ISBN-13: 9781593081164

    Great Expectations, described by G. K. Chesterton as a “study in human weakness and the slow human surrender,” may be called Charles Dickens’s finest moment in a remarkably illustrious literary career. In an overgrown churchyard, a grizzled convict springs upon an orphan named Pip. The convict terrifies the young boy and threatens to kill him unless Pip helps further his escape. Later, Pip finds himself in the ruined garden where he meets the bitter and crazy Miss Havisham and her foster child Estella, with whom he immediately falls in love. After a secret benefactor gives him a fortune, Pip moves to London, where he cultivates great expectations for a life which would allow him to discard his impoverished beginnings and socialize with the idle upper class. As Pip struggles to become a gentleman and is tormented endlessly by the beautiful Estella, he slowly learns the truth about himself and his illusions. Written in the last decade of his life, Great Expectations reveals Dickens’s dark attitudes toward Victorian society, its inherent class structure, and its materialism. Yet this novel persists as one of Dickens’s most popular. Richly comic and immensely readable, Great Expectations overspills with vividly drawn characters, moral maelstroms, and the sorrow and pity of love.

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    Suzana Ribeiro picture
    Suzana Ribeiro27/08/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A onipresença do material

    Eu sempre ouvi falar que as obras do Dickens eram muito interessantes enquanto comentários da sociedade inglesa de sua época e críticas relativas a questões de classe, e de fato, são aspectos sempre presentes nesse livro. Eu me surpreendi, no entanto, com como Dickens traz essas questões para a esfera "micro", para a esfera da intimidade: é muito interessante observar, ao longo de todo o livro e por quase todas as relações interpessoais, como o dinheiro tudo atravessa. Desde malfazejos até pessoas bem-intencionadas, de rancores a afetos, o material é sempre parte da equação, e para além das manifestações mais óbvias (como quando as pessoas mudam de comportamento quando Pip se torna rico) isso pode observar em quase toda troca, mesmo quando não é verbalizado, e mesmo quando os sentimentos e as intenções são as melhores possíveis. O prisioneiro que é beneficiado por Pip já no início do livro, ao se sentir em débito com a criança, entende como único meio de compensação o material. Apesar de sempre ter sido criado e amado incondicionalmente por Joe, Pip sente um senso sincero de dever e lealdade muito mais urgente em relação a Provis, com quem não tinha qualquer vínculo. Estella obviamente sente o mesmo senso de dever em relação a Miss Harvisham, a quem atribuía o direito irrestrito de ditar seu destino e sua personalidade em compensação por toda provisão que lhe foi concedida por toda a sua vida. Em minha opinião, o ponto de Dickens é que dinheiro e sentimento são duas moedas facilmente conversíveis entre si, um fato que muitos pecam por ignorar. O único personagem que parece reconhecer essa realidade é Wemmick, o mais interessante do livro na minha opinião. Ao reconhecer imediatamente o aspecto patrimonial de cada situação, Wemmick demarca rigidamente os dois lados da sua vida, o que vai ser ditado pelo dinheiro e pela praticidade, e o que será ditado por seu coração, e por isso é provavelmente o personagem mais feliz da história.

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