Boa coletânea
Conteúdo: Manuel Ugarte: Os cavalos selvagens (Los caballos salvajes); Eduardo Mallea: O capitão; Alfredo Flores: Hurtado, o bandoleiro; Mariano Latorre: A desconhecida; Baldomero Lillo: O Caldeirão do Diabo; Eduardo Caballero Calderón: Assombrações; Fabián Dobles: O homem das pernas cruzadas; Hernández Catá: O confessor de monstros; Lydia Cabrera: O morro da Mabiala; Arturo Ambrogi: A caça da serpente; José Joaquim da Silva: A caçada; Miguel Ángel Asturias: Torotumbo; Marcos Carías Reyes: Vidas quebradas; Amado Nervo: O formigão; Manuel Gutiérrez Nájera: História de uma moeda falsa (Historia de un peso falso); Rubén Darío: Sóror Filomela; Emilio Serta: Magia; Natalicio González: O touro de Tarumá; Ciro Alegría: A desconhecida; Ricardo Palma: O encontro; Cayetano Coll y Toste: O valentão de Bermejales; Fabio Fiallo: O castigo; Horacio Quiroga: Em declive; Francisco Espínola Filho: O homem pálido; Rómulo Gallegos: O escultor invisível; Rufino Blanco-Fombona: Véspera de eleições. Gostei principalmente de três contos dessa coletânea: "Os cavalos selvagens", do argentino Manuel Ugarte (um brilhante conto com linguagem precisa, em que todas as palavras contribuem para a estruturação da história e força de sua mensagem; note-se principalmente os cavalos e os termos que sugerem selvageria e civilização), "História de uma moeda falsa", do mexicano Manuel Nájera (uma reflexão amarga sobre a sorte e o acaso, narrada com um tom de humor irônico) e "A desconhecida" do peruano Ciro Alegría (na verdade, um excerto de um conto maior (ou novela talvez) entitulado "Siempre Hay Caminos", mas no qual podemos perceber o profundidade da narrativa do autor). Achei muito ruim o conto de Arturo Ambrogi, "A caça da serpente". Os demais achei bons contos, oscilando alguns para mais, outros para menos bons.





