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    Maravilhas do Conto Universal - Natal

    O. Henry

    Cultrix
    1960
    278 páginas
    9h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.3
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    Felipe Venancio picture
    Felipe Venancio16/01/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Sinos de Natal

    Natal! Época de festas, solidariedade e fraternidade. Talvez o período do ano mais “bonito” do ano. As pessoas saem de casa para abraçar seus vizinhos e amigos desejando um “Feliz Natal!” a plenos pulmões. Mas é uma grande pena que estes sentimentos não se propagem por todo o ano e façam com que tenhamos 365 dias felizes e ternos. Quando comprei o livro “Maravilhas do Conto de Natal” confesso que foi uma escolha aleatória de um livro velho de capa dura vermelha num sebo qualquer da vida. Li o título sem muito interesse e comprei o livro por comprar. Mas qual não foi minha surpresa depois de muito tempo quando encontrei o livro em casa em meio a muitos outros? Percebi imediatamente que o livro havia sido um achado – ainda que não proposital – literário. Muitos são os contos reunidos neste livro. Escritores internacionais e nacionais com seus contos universais e regionais recheiam este “montueiro” de páginas amareladas com as mais diversas formas de se passar e/ou comemorar uma noite de Natal. Talvez Charles Dickens seja o nome mais veiculado a historias de Natal de toda a Literatura. Sua história já foi publicada incontáveis vezes em inúmeros idiomas e países. Já virou filmes, peças teatrais, musicais, etc. Porém as outras histórias presentes no livro – organizado magica e impecavelmente por Diaulas Riedel – nada deixam a desejar em relação ao clássico de Dickens. Me diverti e surpreendi grandemente com histórias como: “O Presente dos Reis Magos”, “A Boneca”, “A Lenda da Rosa de Natal”, “Feliz Natal”, “Arvore de Natal”... Todas elas trazem em seu âmago verdadeiros espíritos de natal. Vão muito além dos presentinhos embrulhados, da grande árvore de natal com luzes e da farta ceia. Transbordam de sentimento, humanismo, verdade e aquilo que mais importa para mim, independente da época do ano, os pequenos momentos da vida que a tornam especial e única. Espero sinceramente envelhecer e continuar lendo estas histórias natalinas. Sozinho, com meu marido, com nossos filhos e um dia com nossos netos antes de todos irem dormir para esperar os presentes que o Papai Noel vai trazer juntamente com a graça de papai do Céu.

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    William Sydney Porter profile picture

    William Sydney Porter

    O. Henry (1862-1910) era o pseudônimo de William Sydney Porter, um dos maiores contistas americanos do século XIX e um dos autores mais populares do seu tempo. Nasceu na Carolina do Norte numa família culta e abastada. Aos três anos de idade e após a morte da mãe por tuberculose, o pai, médico, decidiu que se deviam mudar para a casa da avó paterna. William começou por frequentar a escola de uma tia e aos 15 anos foi frequentar o Liceu que concluiu tendo a tia por tutora. Em 1879 empregou-se com aprendiz de farmacêutico/boticário na drogaria do seu tio tendo aos 19 anos obtido a licença de farmacêutico. Em 1882 foi para o Texas, alguma sintomatologia de tuberculose e a ideia que uma mudança de clima seria benéfica contribuíram para essa decisão. Casou e empregou-se como caixa num banco, começando também a escrever. Comprou um jornal, The Rolling Stone, que encerrou pouco depois. Porter foi acusado de desfalque no banco e fugiu para as Honduras, de onde regressou passados três anos devido ao estado terminal da sua esposa que continou a viver no Texas. Julgado e sentenciado, cumpriu pena durante quatro anos numa prisão do Ohio, tendo começado a escrever sob o pseudônimo de O. Henry. Após cumprir a sentença, mudou-se para Nova Iorque onde viveu em estado de reclusão quase absoluta, embora fosse extremamente popular, com o terror de ser reconhecido como William Sydney Porter, devido aos anos passados na prisão. Acabou por morrer alcoólico e na miséria. O. Henry foi um autor original e fecundo, com um ritmo de escrita tal que lhe é atribuído praticamente um novo conto por semana.

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    Carolina do Norte, EUA

    William Sydney Porter