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    Iluminuras - Conto

    Natércia Campos

    Scipione
    1988
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-10: 8526214144
    Português Brasileiro
    4.4
    9 avaliações
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    Favoritos3Desejados7Avaliaram9

    Em 1988, Natércia Campos (1938-2004) publicou Iluminuras e, em novembro de 2003, reeditou-a. Tal obra é composta de contos que expõem um universo mítico e místico repleto de personagens extraordinários que vivenciam dramas em meio a um ambiente lendário com muitas superstições e crenças do Nordeste e da cultura Ibérica. Percorrer-lhe a escritura é o motivo central dessa edição. O caráter fantástico da obra já foi relevado por inúmeros analistas. Pinto (2002, p. 165), também escritor, não titubeia em inscrever o livro de contos Iluminuras no âmbito do Realismo Mágico: “lIuminuras se inscreve, com grande propriedade, no chamado realismo mágico, no fantástico, ou ainda na literatura do terror. Há sempre uma corrida em busca da fatalidade, do destino”.

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    Ismael Chaves picture
    Ismael Chaves11/08/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Descobri a obra de Natércia Campos de Saboya (1938-2004) no ano passado, durante minhas pesquisas para a organização da antologia "Góticas brasileiras", da editora O Grifo. O primeiro conto publicado de Natércia foi "A Escada", de 1987, pelo qual ganhou o primeiro lugar no Concurso Literário Sudameris, da Academia Botucatuense de Letras. No ano seguinte, sua obra ILUMINURAS, com quinze contos, ganhou o segundo lugar na 4ª Bienal Nestlé de Literatura Brasileira, com grande aceitação no Rio de Janeiro e São Paulo. E é sobre esse livro que quero escrever hoje. Apesar de não poder incluir algum conto de Natércia em GÓTICAS BRASILEIRAS, já que sua obra não está em domínio, consegui adquirir um exemplar de ILUMINURAS e o guardei para ler assim que tivesse um tempo sobrando. A verdade é que eu devorei esse livro! ILUMINURAS é uma coletânea exemplar do fantástico e do gótico feminino produzido no Brasil. Seu único defeito é não ser tão conhecido do público e não possuir (ainda) uma nova edição. Sobre os contos...nossa, que leitura incrível! Chega a ser revoltante Natércia não ser tão conhecida como uma Lygia Fagundes Telles ou Clarice Lispector. Suas histórias são povoados por um imaginário místico, que transita entre a oralidade rural, o folclore, a tradição gótica e o realismo mágico - ela poderia figurar, tranquilamente, ao lado de Mariana Enriquez, Horácio Quiroga e Gabriel Garcia Marquez. Os contos de ILUMINURAS trazem bruxas passando suas tradições adiante, fantasmas que assombram casas, pescadores que desaparecem em um rio misterioso, terrores em um velho farol, e muitos outros feitiços e assombrações. A prosa de Natércia é deliciosa, bem escrita, e evoca os causos contados ao redor de uma fogueira ao ar livre ou à luz de uma vela em noites chuvosas. Dois anos antes de falecer, em 28 de fevereiro de 2002, Natércia tomou posse da cadeira n° 6 na Academia Cearense de Letras. Uma escritora incrível e hábil tecelã das palavras, que certamente merece ser mais conhecida e lida.

    2 curtidas

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    4.4 / 9
    • 5 estrelas67%
    • 4 estrelas11%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Natércia Campos profile picture

    Natércia Campos

    Nasceu em Fortaleza, filha do escritor Moreira Campos e de Maria José Alcides Campos. Casou-se muito jovem, aos dezessete anos, e teve seis filhos. Apenas na década de 1980 decidiu se lançar como escritora, divulgando seus contos na imprensa, no suplemento literário do jornal O Povo de Fortaleza. Seu primeiro conto publicado foi A Escada, em 1987, pelo qual ganhou o primeiro lugar no Concurso Literário Sudameris, da Acadamia Botucatuense de Letras. No ano seguinte, sua obra Iluminuras, com quinze contos (inclusive A Escada), ganhou o segundo lugar na 4ª Bienal Nestlé de Literatura Brasileira, com grande aceitação no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 1999, ganhou o Prêmio Osmundo Pontes de Literatura por seu romance A Casa. Em 28 de fevereiro de 2002, na Academia Cearense de Letras, tomou posse da cadeira nº 6, do patrono Antônio Pompeu de Sousa Brasil. No entanto, veio a falecer apenas dois anos depois, vítima de câncer, aos 65 anos de idade. Seu corpo foi sepultado no mesmo jazigo que o de seu pai, no Cemitério São João Batista de Fortaleza.

    4 Livros
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    Ceará, Brasil

    Natércia Campos