Depois de Hard Bitten, foi difícil esperar por Drink Deep. Chloe Neill demonstrou ser uma autora fantástica, não só pelos livros que escreve, mas pela coragem de matar um dos personagens mais amados da série. Ler Ethan ser morto me fez chorar que nem uma condenada por uns dois dias. Seis meses depois, e aqui estou eu escrevendo a resenha de Drink Deep.
O que realmente me surpreendeu nesse livro não foi a história, e sim a protagonista. Merit, sem exageros, se tornou uma das minhas favoritas. Ela passou por tanta coisa em Hard Bitten, e em Drink Deep, tem que provar que é digna de ser Sentinela. E isso, ela faz e perfeitamente. Merit não confronta só contra seu luto, mas com o de uma Casa inteira, com dúvidas do GP, uma atração por Jonah que ela não quer sentir, e Chicago prestes a explodir. Literalmente.
O grande Lago da cidade ficou negro. Digo, suas águas ficaram negras. E para piorar, parecem ser um grande buraco negro, sugando toda a magia ao seu redor. E com a pressão de Chicago em cima dos vampiros é tremenda, significando que Merit tem que resolver o problema.
Além disso, Cadogan tem que lidar com Frank, um representativo do GP, designado especialmente para colocar a casa em seu lugar. O cara é irritante. E quando digo irritante, é algo tão grande que dá vontade de dar um tiro na cabeça dele.
Drink Deep foi tudo que eu esperava, e ao mesmo tempo surpreendente. O mistério todo envolvendo o lago não foi tão dificil de adivinhar. Agora, como o "vilão" do livro agiu, e quais eram seus objetivos? Ai sim, me deixou boquiaberta, e desesperada.
E o final... Ah. Assim como os últimos capitulos de Hard Bitten foram uma tortura, Drink Deep te deixa com um sorriso gigantesco no rosto. Chloe Neill fez um ótimo, excelente trabalho no final, embora sua escrita tenha sido um pouco sem detalhes. Há alguns meses, ela disse uma única frase aos fãs: "Trust me". E eu vejo que valeu a pena seguir esse conselho.
Um grande ponto de interrogação nos leva à Biting Cold, que será lançado em 2012. E a vontade de ler mais Chicagoland aumenta a cada semana. Drink Deep não foi um dos melhores livros de 2011, mas me agradou muito.