As Três Marias é uma das obras mais conhecidas dessa autora brasileira e que foi adaptado em formato de telenovela na década de 80.
A trama é narrada por Maria Augusta, conhecida por todos como Guta e que foi enviada para um internato. Lá ela conheceu Maria José e Maria da Glória, e rapidamente ficaram conhecidas no colégio como As Três Marias, uma por conta de seus nomes e outra porque elas ficaram inseparáveis desde a chegada de Guta.
No decorrer da trama o leitor vai acompanhar as descobertas vividas pelas personagens sob o ponto de vista de Guta. O tempo passa, elas ficam adultas e cada uma delas tem um destino diferente, mas nada abala a amizade que elas construíram no orfanato e que foi tão importante para elas passarem por alguns momentos tão difíceis e cheios de dúvidas.
O fato de Rachel de Queiroz colocar três mulheres protagonizando um romance nos anos 30, quando os romances eram dominados por protagonistas masculinos, é um dos pontos altos da obra e um diferencial na literatura brasileira. A escolha do nome Maria, o nome mais popular do país, principalmente naquela época, é algo a ser considerado também. A autora pôde dar voz às tantas “Marias” do Brasil que em um período arcaico tinham tantos questionamentos e sede de viver, mas eram barradas pelo patriarcado que era muito mais presente do que ainda é.
Por mais que a obra tenha sua relevada importância e tantas mensagens primorosas na história das três protagonistas, não foi uma leitura que me prendeu tanto. A leitura é superfluida e pode ser lido rapidamente sem cansar, a escrita de Rachel de Queiroz é fantástica e ela se prova mais uma vez como uma excelente contadora de histórias.
A leitura de As Três Marias faz parte do projeto “Lendo Mulheres Nacionais” do @eu_rafaprado. Grupo formado por amigos leitores que promovem os mais enriquecidos debates.