Um homem em plena crise dos quarenta anos faz amor com sua mulher, Marie, num hotel em Tóquio. Ela está ali para expor seus vestidos num moderno museu de arte contemporânea; ele parece viver à margem do prestígio artístico da mulher. Os pequenos abalos sísmicos da cidade de Tóquio anunciam a ruptura entre os dois, que estão se amando pela última vez. Mas quantas vezes fizeram amor juntos pela última vez? Várias. Na cama, procuram o prazer puramente onanista, com a violência corporal subjacente que isso pode implicar, até que o rompimento se concretiza sem palavras, numa sucessão de gestos errados e incompreendidos.
