"Almádena", como o segundo livro do gênero que li no mês, me deixou confusa, mas, ao mesmo tempo, encantada.
Do início ao meio do livro, são poemas em partes densos, mas que me trouxeram boas interpretações sobre temas que observo na sociedade. Algumas estrofes foram partos lentos mas que ao fim, me deixaram de queixo caído ou desconfortável.
A escolha de palavras, por parte da autora, é muito incomum para mim. Talvez sejam mais individuais, ou só diferentes para mim. Não poderia recomendar o livro para qualquer iniciante no mundo dos poemas, e pretendo rever a obra em um momento mais maduro da minha experiência literária.
Os poemas finais não me mudaram tanto. Não entendi ou senti que entendi. Têm partes em poemas que te permitem entender melhor ao se juntar com tudo que você já leu, e senti isso com o início do livro, mas, a cada um que passava, ficava um pouco mais complicado.
As escolhas de palavras e versos em alguns momentos me foram geniais, em outros, totalmente confusos. Também não estou familiarizada com a autora, isso pode ter influenciando.
Por fim, é um livro bom, mas não considero uma leitura fluída ou fácil. É para ler e reler. Mastigar lentamente para no fim sentir o gosto. Apesar de ter momentos que o gosto vem muito forte, às vezes amargo, às vezes agridoce.