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    O Pó das Palavras -

    Claufe Rodrigues

    Ponteio
    2011
    114 páginas
    3h 48m
    ISBN-13: 9788564116016
    Português Brasileiro
    2.7
    6 avaliações
    Leram8Lendo1Querem1Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos1Desejados1Avaliaram6

    Há uma geração de poetas que está na raiz da poesia plural que se pratica hoje no Brasil. Surgida no final dos anos 70, incorporou as cinzas da poesia marginal ao supra-sumo da tradição e, extremamente sedutora, conseguiu romper o pequeno círculo de leitores contumazes para levar a palavra poética a um público mais amplo. Claufe Rodrigues pertence à vertente mais pop desta chamada “geração pós-marginal”, reescrevendo-se a cada livro, utilizando novas técnicas em prol de uma poética universalista e solar, acessível a leitores de vários níveis. Dono de um perfeito domínio do ritmo, o poeta tece com fino humor seus pequenos enredos, ricos em imagens, simbolismos e metáforas, que celebram a vida no que ela tem de mais simples e profundo. “São poemas que cantam o que a vida tem de mais simples (...), numa linguagem também simples, daquela simplicidade que levamos uma vida inteira de árduo trabalho para conquistar” (Luiz Ruffato) “Neste O pó das palavras, de tão intenso teor coloquial, o friso subjetivo se engasta numa multidão de versos” (Lêdo Ivo)

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    Lilian de Souza Farias picture
    Lilian de Souza Farias24/01/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    SOBRANCELHA

    A sobrancelha gravita na órbita do olho hirta e absorta. Aflita, ela centelha. Se o mar avança em ondas de interrogação levanta seus diques inclina-se franzida em forma de não. E quando as janelas se fecham para mais um dia repousa em arco perfeito no ar rarefeito dos sonhos. A sobrancelha é nossa nudez mais gritante a caixa-preta que Deus nos deu para lembrar a todo instante de tudo que já esqueceu.

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    2.7 / 6
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas17%
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    • 1 estrelas0%
    Claufe Rodrigues profile picture

    Claufe Rodrigues

    Poeta. Letrista. Músico. Jornalista. Formado em jornalismo pela UFF/RJ. Trabalhou na TV Globo (1981 a 1988) como editor de telejornais (JH, JN, JG), colunista de lançamentos culturais (RJTV-1) e repórter especial (JH). Foi editor-chefe do TJ Rio, do SBT, durante dois anos. Nos anos 90, dirigiu vários programas para o Globo Ecologia e o Globo Repórter, onde ganhou o prêmio "Wladimir Herzog" pelo especial sobre o Riocentro. Formatou e dirigiu os programas de TV Hipermídia (GNT - 1996), "Brava Gente Brasileira" (Futura - 1997 a 1999) e "Livre Acesso" (Bandeirantes - 2001). Coordenou e dirigiu vários programas, tais como "Dias Temáticos" (Futura) e dezenas de institucionais para a Fundação Roberto Marinho. Contribuiu para a implantação dos canais Globonews e Futura. Foi professor de telejornalismo na PUC-RJ entre os anos de 1988 e 1990. Foi diretor e roteirista do programa "Rolo Extra" (Canal Brasil), e apresentador e diretor do programa "Palavrão" (Canal Brasil), primeiro programa exclusivamente de poesia da TV brasileira. Atualmente é editor de Literatura do canal Globo News, onde também realiza como repórter programas e séries especiais. Roteirizou e codirigiu, com Pedro Bial, a série "Os Nomes do Rosa" (GNT/1997), sobre Guimarães Rosa. Participou da cobertura da Flip (Feira Literária Internacional de Paraty), como comentarista, a partir de 2007. Colaborou com resenhas literárias para o Caderno de Ideias do Jornal do Brasil nos anos 1990. Publicou em 1979 o livro de poemas "Uma onda engole a outra". Por essa época, apresentava-se junto ao grupo de poetas Nuvem Cigana e ainda integrava o grupo de poetas Bazar dos Baratos (Claufe, Renato, Eugênia Lorete e Tito Ferreira), um dos grupos dissidentes do coletivo de artistas Bandidos do Céu. Entre os anos de 1984 e 1987, ao lado dos poetas Pedro Bial e Luiz Petry, integrou o grupo Camaleões, com o qual fez diversos recitais em bares, danceterias, casas de espetáculos e ainda no "Festivais dos Festivais" da TV Globo em 1985. Neste mesmo ano foi lançada pela Editora Anima "O Livro dos Camaleões", coletânea de poemas do grupo. Mais tarde o livro foi adotado por algumas universidades do Rio de Janeiro, sendo relançado pela Editora Anima em 2005. Publicou os seguintes livros de poesias: "Borboletas não dão lucro", (Ed. Taurus/Timbre, 1991); "Poemas para flauta e vértebra" (Ed. Diadorim, 1994); "O Arquivista" (Ed. Sette letras, 1995); "Ponte Poética Rio-São Paulo" (Ed. Sette Letras, 1995, org.); "Amor e seus múltiplos (Ed. Record, 1997); "Ver o Verso em mãos (O Verso Edições, 2000, com Mano Melo, Alexandra Maia e Pedro Bial); "Roman-se" (Ed. Record, 2001); "100 Anos de Poesia - um panorama da poesia brasileira no século XX" (O Verso Edições, 2001, org., com Alexandra Maia); "Escreva sua história" (Ed. Five Star, 2004); "O pó das palavras" (Ed. Ponteio, 2010). "Cachorras" (Maquinária Editora, 2014) é o seu romance mais recente.

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    RJ, Brasil

    Claufe Rodrigues