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    Miriam (As Filhas de Rashi #2) - Amor e judaísmo na França medieval

    Maggie Anton

    Rocco
    2010
    512 páginas
    17h 4m
    ISBN-13: 9788532525895
    Português Brasileiro
    4
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    Miriam, segunda filha de Salomão ben Isaac e Rivka, protagoniza o livro dois da trilogia As filhas de Rashi – Amor e judaísmo na França medieval, escrita pela norte-americana Maggie Anton. A história de Miriam começa a ser contada na segunda metade do século XI, quando judeus do Norte da França vivem tempos de calma, com relações tranquilas com cristãos e vendo seus negócios a pleno vapor. Miriam não poderia estar mais feliz, pois está prestes a se casar com Benjamin. Mal sabe ela que sua vida está prestes a passar por um revés. A poucas semanas do casamento, ela recebe a visita de parentes de Benjamin que vêm lhe comunicar sobre a morte do jovem noivo. Benjamin morreu enquanto trabalhava na produção de uva da família, mesma atividade desenvolvida pela família de Miriam. A partir daí, a época da colheita e da preparação do vinho passam a ser um tormento para ela. Como bálsamo para tanta dor, Miriam mergulha ainda mais nos estudos do Talmud. Para completar o tormento, ainda precisa se submeter ao ritual que lhe dará o direito de se casar novamente. Inconsolável, a única maneira que os pais encontram para livrá-la de tanto sofrimento é mandá-la viver um tempo com uma família amiga – os sogros da irmã mais velha Joheved. Além de conhecer pessoas diferentes, Miriam volta a se alimentar direito e aos poucos vai retomando a paz. A tranquilidade, porém, é alterada quando ela é obrigada a escolher um novo noivo. Diferente do relacionamento real que manteve com Benjamin, desta vez ela terá de escolher um marido, que não será necessariamente alguém a quem ela ame de verdade. Em paralelo aos dramas de Miriam, a autora apresenta aos leitores os dilemas do futuro marido da protagonista, Judá. Estudioso dos mais dedicados, Judá reside em Mayence. Está quase chegando aos 20 anos e ainda não tem uma noiva, o que o coloca diante de tentações que podem manchar sua reputação. Para honrar seu nome e o de sua família, Judá precisa encontrar uma noiva. Porém, só de pensar em todas as que já lhe foram propostas, ele tem vontade de chorar. Todas parecem comê-lo com os olhos. Judá procura uma noiva inteligente, estudiosa do Talmud e que não tenha todo o sobrepeso de todas aquelas moças que já lhe foram oferecidas. Em Troyes, cidade em que reside a família de Salomão, Miriam pensa que gostaria de encontrar um homem que fosse educado, estudioso e, especialmente, não lembrasse em nada Benjamin. Quando pensa no pedido proposto pelo irmão de Judá, ela fica a imaginar se esse pretendente é capaz de atender a essas exigências. Enquanto apresenta a trajetória realizada pelo casal até finalmente se encontrarem, a autora passa ao leitor uma ideia de como viviam os judeus no século XI, quais eram seus costumes, como se relacionavam com cristãos, como eram seus negócios e, especialmente, que crenças mantinham. É em meio a tudo isso que Miriam estabelece-se como uma das parteiras mais requisitadas da cidade. Outro grande desafio ainda está por vir e envolverá a aceitação – ou não – de toda a cidade. Mesmo tratando-se de uma obra de ficção, ao longo da história Maggie Anton insere figuras históricas reais, tanto da França quanto da Alemanha. Para facilitar a assimilação dos leitores, oferece logo no começo da leitura uma linha do tempo com os principais acontecimentos do século XI, além de um mapa da pequena Troyes.

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    Maggie Anton

    Maggie Anton nasceu Margaret Antonofsky em Los Angeles, Califórnia. Criada em uma secular, casa socialista, ela atingiu a idade adulta com pouco conhecimento de sua religião judaica. Tudo isso mudou quando David Parkhurst, que viria a se tornar seu marido, entrou em sua vida, e ambos descobriram o judaísmo como adultos. Esse foi o início de uma vida de educação judaica, o envolvimento sinagoga e observância ritual. Em 2006, Anton aposentada de ser um químico clínico em Bioquímica Laboratório de Genética do Kaiser Permanente para se tornar um escritor em tempo integral. Em 1992, Maggie começou a estudar na classe Talmud uma mulher ensinado por Rachel Adler (agora na HUC-JIR em Los Angeles). Desde então, ela estudou com Judith Hauptman (Jewish Theological Seminary), Janet Sternfeld Davis (Universidade judaica americana do judaísmo), Dvora Weisberg (HUC-JIR, Los Angeles), eo rabino Aaron Katz (Academia de religião judaica - CA). Em 1997, como seus filhos Emily e Ari saiu da casa e sua mãe estava em declínio com a doença de Alzheimer, Anton buscou novos interesses. Ela ficou intrigado com a idéia de que Rashi, um dos maiores estudiosos judeus sempre, não teve filhos, apenas três filhas. Lenta mas seguramente, ela começou a pesquisar a família eo tempo em que viviam. Muito foi escrito sobre Rashi, mas quase nada das filhas, exceto os seus nomes e os nomes de seus maridos. Diz a lenda que as filhas de Rashi foram aprendidas em um momento em que as mulheres eram tradicionalmente proibido de estudar os textos sagrados. Essas mulheres esquecidas parecia maduro para redescoberta, ea idéia de um livro sobre eles nasceu. Maggie está actualmente a trabalhar no primeiro de uma série de dois volumes, "A Filha de Rav Hisda", definido no terceiro-quarto século Babilônia.

    3 Livros
    2 Seguidores
    Califórnia, E.U.A

    Maggie Anton