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    gris -

    Wilbett Oliveira

    opção
    2009
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-13: 9788561513085
    Português Brasileiro
    4.5
    2 avaliações
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    Em “gris”, o poeta Wilbett Oliveira tem algo a dizer e não obstaculiza a interpretação da leitura, embora nos faça refletir. Utilizando-se da ousadia – sem cair nos velhos jargões de antigos poetas – o escritor enverga-se de disposição para sangrar o “poema derradeiro”. Ele reinventa a poesia e a transforma em algo mais tácito, fugindo da subjetividade poética para acercar-se na plenitude da objetividade dentro do (in) imaginável conflito do novo tempo.

    Resenhas (1)Ver mais
    Geyme Lechner Mannes picture
    Geyme Lechner Mannes08/02/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    gris

    Em gris, Wilbett Oliveira consegue impor outro significado às palavras e cria algo único e especial: Sutileza no movimento do verso! Utilizando-se da imaginação para inventar as mais variadas “formas de realidade”, ele cria seus poemas, num contexto profundo e tocante. Desenhados no compasso de cada página: uma busca, uma lógica e a missiva aos gritos em cada página. Sim, o poeta tem algo a dizer e sua mensagem é clara e concisa. Ele brada seu poema e não obstaculiza a interpretação da leitura com seu atrevimento e apuro, ao contrário disso, faz-nos refletir e fascinar. Sem cair nos velhos jargões dos antigos trovadores – Wilbett enverga-se de disposição para sangrar o “poema derradeiro”. Ele reinventa a poesia e a transforma em algo mais tácito (se assim posso dizer), onde foge da subjetividade para acercar-se à objetividade dentro do (in) imaginável conflito do novo tempo. em vão faço um poema com se estivesse gris e elaborasse vozes no silencio de um instante... “Como se” dentro do infinito mundo da imaginação poética: O “Tudo e o nada”, o poeta está (aqui e lá, no passado e no presente, ele é claro e escuro), e, pode ser tudo (mas talvez seja nada) senão apenas na fantasia que um poema permite, mas em vão ele o faz. É em vão porque o tempo é outro e o poeta fala inutilmente para um mundo que já não é o mesmo: Um tempo em desconserto, um tempo flutuante dos sonhos, num tempo de despoesia, ou, poestiagem, em seus diversos níveis de (i) realidade. Morreram os poetas ou faleceram quem os ouça?? Poderá o poema pulsar novamente nesse "novo tempo" de poucos ouvintes onde poetas e poemas perderam valor? Na cumplicidade da tinta sobre o papel sangra o acumulo da vida O poeta menciona a experiência – usando lentes de grande alcance – e a converte na beleza de um poema para aquele – ou para quem o possa - interpretar. Gris andaluz no fim do túnel na infinitudinalidade de tudo nada... Quem somos, para que viemos e para onde vamos? Conheça tua essência e talvez saiba quem es! Gris corais em campos cardinais números encardidos em prateleiras signagem do nada. Movemo-nos com nossos próprios pés e impulso, sem saber para onde nos dirigimos, sem controle. Acreditamos ter plena autoridade sobre nossa vida, mas sequer sabemos quem somos. Somos tudo e nada. Representamos muito e pouco. Somos preto e branco. Um suspiro ligeiro, ou, a eternidade. Ainda que me falte a palavra adequada para exaltar Gris, digo que Wilbett desenvolve a "4° dimensão da linguagem" - empregando a irrealidade poética como forma figurada de objetivar a filosofia que apresenta, ele manifesta autoridade sobre o simbólico, este que tange o pensamento. O escritor domina proposições infinitas: Reconhece o ponto de convergência e divergência entre filosofia e linguagem e o revela em cada verso. – Gris consegue apreender a malignalinguagem de um poeta único, num único tempo, no tempo de todos e para todos. Nem claro e nem escuro: Somente gris! Para os admiradores de poemas inteligentes e belos, Deixo a indicação. Recomendadíssimo.

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