Agosto de 2010
A reportagem de capa é voltada ao celibato entre os padres, assunto que a pouco tempo esteve em pauta no clero romano, com descarte da possibilidade de casamento no veto do papa. O texto faz abordagem de que o casamento era comum entre os sacerdotes no início da igreja, citando-se a a cura da sogra de Pedro nos relatos bíblicos (Mateus 8:14-15). Vemos também que o celibato teria encontrado fortalecimento nos conselhos do apóstolo Paulo (conforme I Coríntios 7), mas existe um contexto nessa passagem e ele não está afirmando para não se casar. Se observamos as epístolas ministeriais de Paulo para Timóteo e Tito, encontramos recomendação para os ministros serem casados. O texto também cita a questão dos escândalos de homossexualismo e pedofilia descobertos entre sacerdotes (padres e pastores). Em meu entendimento, a principal abordagem sobre o celibato sacerdotal católico não foi feita, referente à proteção do patrimônio material que a igreja reunia em sua ascensão no poder, evitando disputas com possíveis herdeiros dos sacerdotes. Obviamente, a parte histórica sobre a vida de luxúria que muitos papas tiveram também foi abordada. A parte sobre os sete pecados capitais enfatizou a Gula, citando exemplos fictícios e não fictícios (como a Magali e Carlos Magno, rei dos francos). Outra observação é a comum associação da glutonaria à preguiça e ao hedonismo. Não achei lá essas coisas o "Dito e Feito", mas vou registrar a etimologia que foi referenciada para "mundos e fundos", que traduz exageros. Vem da visão dos marinheiros do passado, cuja vastidão e profundidade dos oceanos era o resumo do mundo, desta maneira equiparados, rotineiramente, ao que queriam dar ideia de grandioso, "Escola de horrores" abordou as torturas diversas e hediondas praticadas na ditadura argentina, que teve coisas como pessoas sendo jogadas de avião nos oceanos. Todas as ditaduras foram cruéis, mas o texto sugere a da Argentina esteve entre as piores, causando mais mortes e desaparecimentos. Leitura na quarentena em Macapá...


