Neste Romance, César Vidal relata o período histórico em que teria vivido o Rei Artur. A partir de uma "autobiografia" do denominado mago Merlin, que na verdade seria um sábio cristão que notabilizara-se tanto por conhecimentos clássicos Romanos como pela natureza da Britânia. Esse conhecimento permitiu que obtivesse fama como conselheiro e como médico (ou curandeiro, que seria mais apropriado). Apesar do pano de fundo ser a luta entre o cristianismo e as religiões "pagãs" dos bárbaros, expõe as decisões humanas que desencadearam a tentativa de manter a Britânia nas mãos dos descendentes Romanos. Com a queda de Roma, Artur lidera a luta contra os Bárbaros, tentando manter não apenas a religião, mas a leis e costumes desenvolvidos na longa existência do Império Romano. Assim como Dante Alghieri, recorre a Virgílio para guiar as palavras e reflexões de "Merlin", seja por um preciosismo estilístico ou para ressaltar que a luta naquele período se dava entre a "civilização" (Romana" e a Barbárie,ou,em explicações mais transcendentais, entre a revelação "cristã" e o obscurantismo "pagão".