O que se quer com este manual é colaborar para a capacitação de Auxiliares de Biblioteca e Técnicos de Biblioteconomia visando facilitar e dar maior segurança na execução das tarefas de responsabilidade desses profissionais. Pessoal capacitado é sinônimo de qualidade de serviços nas unidades de informação. Neste livro auxiliares terão uma visão dos trabalhos executados pelas unidades de informação e ainda apresenta todos os principais serviços oferecidos por essas unidades. Material documental de grande interesse para o treinamento de pessoal de apoio nas bibliotecas e estudantes de Biblioteconomia. O que há de novo nesta edição: - Alfabetação atualizada com novas regras - Tabela de CDD -Atualização da CDU - Pesquisa escolar (orientações e práticas)
Auxiliar de Biblioteca - Técnicas e Práticas para Formação Profissional
Divina Aparecida da Silva, Iza Antunes Araújo
Auxiliar de biblioteca
Achei o livro um tanto repetitivo, até porque já havia lido um tanto bom de material falando sobre o mesmo assunto. Através da leitura, pude conhecer vários detalhes que nem imaginava existir, bem como tomar ciência de algumas siglas utilizadas no mundo da informação. O livro inicia descrevendo a invenção da comunicação escrita (iniciada em tábuas de argila por volta de 2500 a.C., feita apenas por profissionais especializados), o alfabeto (sinais que representam os sons), os papiros em rolo (feito de plantas silvestres das margens do rio Nilo), os pergaminhos (feito com pele de cabra, vaca e cordeiro, que permitiam dobras e cortes em forma de cadernos) e o papel (feito de bambu e córtex de amoreira, mais econômico e liso) que só chegou no Ocidente no século XIII. Com a existência do papel, a imprensa modificou os livros artesanais em comerciais (através da famosa bíblia de Gutenberg, o primeiro impresso no Ocidente, em 1456) e por fim surgiram os livros (primeiro produto feito em série). Fiquei a pensar o quanto a historia muda com o decorrer do tempo, influenciando e alterando a vida de todos os seres humanos. Ou melhor, o quanto os seres humanos mudam a história no decorrer do tempo com as descobertas da ciência e os avanços tecnológicos. Durante muito tempo, o livro teve o monopólio da transmissão do saber, apresentando como característica o suporte da escrita, a difusão e conservação de um texto de forma manejável. Segundo descrição das autoras, a biblioteca mais antiga data-se de XII a.C., pertencente ao Rei Assurbanipal. Já ouviu falar deste? Ficava em Ninive, no Iraque, antiga Mesopotâmia. Já a biblioteca mais celebre e grandiosa da antiguidade, que chegou a ter cerca de setecentos mil volumes, foi em Alexandria, no século IV a.C. Vale lembrar que as primeiras bibliotecas eram usadas apenas por sacerdotes e reis, até porque eles eram os poucos privilegiados que sabiam ler e escrever. Quanta diferença de atualmente, não acha? Com a imprensa, as bibliotecas deixaram de armazenar tesouros para guardar material de consumo. Com a revolução francesa, o livro foi tirado das mãos dos nobres e colocado à disposição da maioria. Ainda para melhorar, a revolução industrial transformou a biblioteca museu em biblioteca com função educativa, beneficiando sem distinção e incentivando cada vez mais o habito da leitura. As bibliotecas podem ser divididas em três períodos principais: tradicional (de Aristóteles, 384 a.C. até o inicio da automação, em 1960), moderna (iniciada com o uso de computadores) e futurista (eletrônica, disponível on-line, desde 1990). Em seqüência o livro fala sobre a automação e informatização da biblioteca, dando definições e esclarecimentos sobre arquivo, arquivologia, biblioteca, biblioteconomia, centro de documentação e informação, museu e museologia. Na seqüência é abordado o tema biblioteca de forma mais detalhada, contendo os objetivos gerais, as funções (reunir, organizar e difundir), a tipologia (nacional, publica, universitária, centralizadas, descentralizada, especializada, escolar, infantil e especial), a classificação (segundo a: finalidade, natureza da coleção, nível da coleção, modalidade da consulta, clientela, entidade mantenedora e organização das coleções), a estrutura administrativa, a instalação física, o mobiliário e equipamento, o acervo documental (bibliográfico e não-bibliográfico), os serviços básicos prestados aos usuários, as principais seções da biblioteca (administração; desenvolvimento de coleções; intercambio; registro; processos técnicos; preservação; conservação e restauração de documentos; SRI – Serviço de referencia e informação, popularmente conhecido como atendimento ao usuário; circulação, empréstimo, devolução e reserva; periódicos; e reprografia. Daí o livro segue contando sobre as noções de organização e administração da biblioteca, dividindo o assunto em organização, administração e planejamento (plano anual, programas, relatórios e projeto). Depois descreve sobre avaliação e controle das atividades da biblioteca (estatística e relatório anual). Em seqüência é relatado os tipos de documentos (gráficos, sonoros, visuais, iconográficos bidimensionais, cartográficos e tridimensionais) e definido a diferença entre livro, folheto e periódico. Os livros contém elementos materiais relativos a sua estrutura física (sobrecapa, capa, miolo, lombada, orelhas e errata), pré-textuais (folha de guarda, falsa folha de rosto, folha de rosto, verso da folha de rosto, dedicatória, agradecimentos, epígrafe, sumário, lista de abreviaturas e prefácio), textuais (texto, introdução, fontes bibliográficas e notas) e pós-textuais (posfácio, apêndice, anexo, glossário, índice, suplemento adendo e colofao). Além disso, os livros podem ser divididos pelo conteúdo (referencial, de informação ou para estudo e recreativo). Os periódicos (publicações editadas em partes) são definidos pela sua periodicidade (diário, bi-semanal, semanal, quinzenal, mensal, bimestral, trimestral, quadrimestral, semestral, anual ou irregular) e tendo estrutura dividida em volume, números ou fascículos e ano. A parte que fala sobre a preservação dos documentos foi a mais rápida de ler e depois adentrou no assunto tratamento da informação, o que mais me importava saber: catalogação, classificação e indexação. Para destaque apenas menciono a AACR2 - Código de Catalogação Anglo-Americano, 2ª ed. (contendo descrição e acesso), o formato Marc – Machine Readable Cataloging (registro catalográfico legível por computador), a agencia do ISBN – International Standard Book Number (composto de dez dígitos, precedidos pela sigla ISBN e divididos em quatro segmentos), a CDD – Classificação Decimal de Dewey (contém dez classes principais subdivididas em dez subclasses com tabelas auxiliares) também no formato on-line intitulado WebDewey, a CDU – Classificação Decimal Universal (baseada na CDD) e numero de Cutter (compõe o numero de chamada do livro). Quanto à indexação, comumente é feita a partir do titulo e/ou da sinopse (termos derivados), sendo uma das formas de descrição de conteúdo e tendo como principal objetivo assegurar a recuperação de qualquer documento no momento em que o usuário busca um assunto em um sistema de informações. De tal modo, linguagens de recuperação de informações ou Linguagem de Indexação é o conjunto de termos indexadores. Em seqüência o livro fala sobre arrumação nas estantes, organização de coleção de periódicos, alfabetação das fichas e daí o assunto descamba a repetir vários itens sobre a biblioteca na sociedade da informação, o profissional dessa área e sua rotina de trabalho e encerra dando algumas noções de ética. Do livro isso é tudo.
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