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    Psicoterapia centrada en el cliente -

    Carl Rogers

    Paidós
    1969
    459 páginas
    15h 18m
    ISBN-1: 0
    Espanhol
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    Discorrer sobre a Terapia Centrada na Pessoa não é uma tarefa fácil, pois é o experienciar , o viver a experiência é uma questão de libertar o cliente para um crescimento e desenvolvimento e é o seu principal objetivo. Entretanto tenho como proposta, apresentar um pouco desta abordagem psicoterápica. Promover a descrição do que vem a ser um processo psicoterápico, de acordo com tal orientação, esperando ampliar o espectro de alternativas para uma forma mais aberta de tratamento, apoiado na relação pessoa-pessoa. Ao transformarmos essa vivência em uma simples linguagem, retiramos dela sua forma mais autentica de expressão. Posto que alguém que se dispõe a descrevê-la acaba por se colocar fora como observador e não como um ativo participante. Através deste trabalho que ao longo do caminho percorrido por Carl Rogers (Pai da Abordagem Centrada no Cliente), em sua busca para a compreensão dos sentimentos que estruturam e participam do desenvolvimento da personalidade dos indivíduos, bem como para o entendimento das técnicas possíveis de serem utilizadas em psicoterapia no sentido de ajudarem as pessoas a se conhecer melhor. Sabendo que a possibilidade de sentir-se aceito e poder confiar em outro é condição necessária para a experiência do "eu sou", o papel do terapeuta na Abordagem Centrada no cliente é muito importante como reintegrador dessa imagem que se expressa pela própria qualidade da relação terapêutica estabelecida. O clima em que esse encontro ocorre é caracterizado segundo Rogers (1975), pelas atitudes de aceitação incondicional, compreensão empática e respeito pelo cliente enquanto pessoa. O trabalho apoiado na compreensão daquilo que o cliente está sentindo (como e o que), e não com o nexo casual existente, acaba por nos conduzir além das aparências dos fatos, embora muitos considerem a terapia Centrada no Cliente superficial ou pouco profunda. Todo o conjunto de comportamentos aparentes vai revelando o cliente para nós. Transcendemos às aparências para chegarmos ao ser do fenômeno. Entretanto, a revelação e a manifestação do ser dão-se livremente na relação terapêutica, ou seja, o cliente vai-se revelando aos poucos e no momento em que é capaz e que quer se perceber. A imposição de uma teoria à sua retórica o fazem se defender, o que força o distanciamento com o seu sentimento inadequado. Quando, no entanto, se enfoca as dimensões afetivas expressas na relação, cria-se, aos poucos, a possibilidade do cliente se perceber no tempo , sem o perigo do excesso de defensividade, já que ele escolhe sobre o que irá trabalhar. O mundo é um conjunto de significações e cabe ao cliente o papel de tomada de consciência "que é intencional" do que lhe ocorre, para que haja uma desocultação. Em suma, o cliente vive e passa a viver mais intensamente seus sentimentos ao mesmo tempo que os exprime; vive suas experiências e confia nelas como ponto de referência básico para suas decisões; adquire novas concepções pessoais sobre o mundo, podendo mudá-las à medida que se torna necessário; passa a ser mais flexível, o eu passa a ser visto como um processo e não como um objeto; perde a consciência do eu para estar mais consciente de si próprio. A chamada "cura" é, então, a própria autenticidade: é a aceitação plena da condição humana; é a expansão própria da existência autêntica. Cabe ao cliente encontrá-la e determinar o momento em que interromperá a terapia.

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    Carl Ranson Rogers profile picture

    Carl Ranson Rogers

    Carl Ransom Rogers (8 de janeiro de 1902, Oak Park, Illinois, EUA - 4 de fevereiro de 1987, La Jolla, Califórnia, EUA), Psicólogo norte-americano que foi o primeiro a gravar sessões psicoterapêuticas, com as devidas permissões, tornando possível o estudo objetivo de um processo eminente subjetivo. Em consequência, foram feitas algumas constatações até então impensadas, como a de que o motivo da melhora dos clientes ocorria independente do motivo pelo qual os terapeutas acreditava em que os estavam beneficiando. Comparando-se análises feitas por observadores neutros, verificou-se que elas coincidiam mais com as dos próprios clientes que com a dos psicoterapeutas, ou seja, os primeiros é que percebiam melhor o que realmente os ajudava e o quanto estavam sendo compreendidos ou não por quem os atendia. Sua dedicação à construção de um método científico na psicologia foi reconhecido por prêmio da Associação Americana de Psicologia, da qual também foi eleito presidente, em 1958. Seus métodos científicos estão descritos em livros traduzidos no Brasil como "A Pessoa como Centro" e "Um jeito de ser". “Subvertendo” a “relação de poder” terapeuta-cliente (decorrente do pressuposto, até então, de que psicólogos e psiquiatras é que detinham o conhecimento da subjetividade de seus pacientes)seu trabalho "suberteu" também outras áreas, o que só se tornou visível para o próprio Rogers após décadas de atividades, como relatou em uma de suas últimas e melhores obras, “Sobre o Poder Pessoal” – livro em que traça, por exemplo, um paralelo entre suas descobertas e as de Paulo Freire e de sua “pedagogia do oprimido”. Fruto de suas pesquisas, sistematizou o método da “Terapia centrada no cliente” que depois evoluiu para a “Abordagem centrada na pessoa”(ACP), mas ele próprio afirma que seu objetivo nunca fora criar um sistema próprio de psicoterapia e sim estudar os critérios necessários para a evolução da psicoterapia científica como um todo. É considerado um precursor da psicologia humanista e criador da linha teórica conhecida como Abordagem Centrada na Pessoa (ACP).[1]

    21 Livros
    50 Seguidores
    Illinois, Estados Unidos

    Carl Ranson Rogers