Não saiba a tua mão esquerda o que dá a direita
E ouvido algum jamais lhe escutou qualquer expressão de elogio a si
mesmo.
Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que
lhe sai do coração
E banqueteou-se com criaturas consideradas desprezíveis,
acordando-lhes o sentimento para a realidade superior.
Ao que te peça mil passos, caminha com ele dois mil
E fez-se entre os homens inimitável modelo de tolerância.
A quem te rogue a capa, cede também a túnica
E deu-se constantemente ao próximo, consagrando-lhe a própria
existência.
Ama aos teus inimigos
E suportou, em silêncio, as forças das trevas que o situaram em
aparente derrota.
Ora pelos que te perseguem e caluniam
E aceitou a flagelação injusta, exorando perdão em favor dos
próprios carrascos, no suplício da cruz.
Não precisas aguardar revelações estranhas e nem fenômenos
espetaculares para surpreender as maravilhas do Reino de Deus.
Nem catástrofes cósmicas.
Nem convulsões da natureza.
Nem Terra fulminada.
Nem céus abertos.
Tudo pode alterar-se, a teus olhos, se tens a luz por dentro de ti.