Morreu aos 24 anos num acidente de automóvel, enquanto testava um novo Porsche Spyder, mais leve e ultra-rápido, a caminho de uma corrida nessa fim-de-semana, no norte da Califórnia. A maior de todas as ironias é que, nessa altura, ia a conduzir em segurança, dentro dos limites de velocidade. Um motorista distraído, com um carro muito mais pesado, ignorou um sinal de stop numa estrada rural e James Dean transformou-se num mito eterno. Era excelente a fazer papéis de rebelde, mas na vida real não era minimamente tão perigoso para si mesmo próprio quanto o seu herói Marlon Brando, nem tão auto-destrutivo quanto seu outro herói, Montgomery Clift. Dean era mais destemido do que imprudente; um homem altamente disciplinado e de prodigiosa ambição. Se a sorte tivesse estado do seu lado nessa noite, podia ainda estar connosco. Era seis anos mais novo do que Paul Newman, mais ou menos da mesma idade que Clint Eastwood, Gene Hackman, Sean Connery, Peter O'Toole, Woody Allen, Dennis Hopper e Roman Polanski. Não estava apenas apaixonadamente ansioso pela oportunidade de ser actor; estudava cuidadosamente cada um dos realizadores com quem trabalhava enquanto progredia na televisão, no teatro e no cinema, tendo em vista realizar os seus próprios filmes. Para além da fama meteórica que o acolheu desde o início, anunciava-se uma longuíssima carreira. É interessante imaginar o que ele poderia ter feito, se tivesse tido tempo. Os seus planos depois de Gigante incluíam uma actuação como Hamlet, na Broadway. Depois disso, poderíamos ter assistido a um Hud (1963) com James Dean ou um James Dean como Virgil Hilts em A Grande Evasão (1963). Talvez tivesse sido ele a cavalgar a bomba atómica em Dr. Estranho Amor (1964) em vez de Slim Pickens, agitando um chapéu de cowboy e gritando de alegria enquanto o mundo acaba. * Idiomas dos comentários: Espanhol, Italiano e Português de Portugal.

